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Pai busca gêmeas de 9 anos que sumiram em incêndios na Grécia

Crianças estavam com os avós, também desaparecidos na tragédia

Gêmeas foram vistas pela última vez em Mati
Gêmeas foram vistas pela última vez em Mati
Foto: Divulgação/ONG The smile of the child

Duas irmãs gêmeas de 9 anos estão entre os desaparecidos nos incêndios que devastaram vilas da Grécia nesta semana. O pai de Sophia e Vasiliki Philipopoulos dirigiu até Mati, uma das áreas mais afetadas pelas chamas, para procurar pelas filhas, que passavam férias na costa grega com os avós, também sumidos. O apelo de Yiannis Philipopoulos na TV grega emocionou internautas e ilustrou o drama das famílias por informações após a tragédia. As autoridades locais investigam a fonte do incidente, que deixou mais de 80 mortos.

A ONG "The Smile of the Child" emitiu um alerta de busca pelas meninas, vistas pela última vez em Mati, Attica, no dia 23 de julho. As pequenas estavam com os avós quando as labaredas cercaram residentes e turistas. Os pais de Yiannis, Philip, de 74 anos, e Sofia, de 61, também não foram encontrados pelos serviços de resgate.

O pai circulou por vilarejos, hospitais e até um necrotério à procura das filhas. Temia que as duas estivessem mortas, entre os corpos — muitos carbonizados — ainda não identificados pelas autoridades. Isso até que as TVs gregas "Skai" e "Alpha" exibissem imagens do resgate de sobreviventes. Entre eles, havia duas meninas que Yiannis e sua mulher acreditaram serem Sophia e Vasiliki. No vídeo, as meninas estavam envolvidas por cobertores, em um barco.

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Yiannis resolveu telefonar para as redes de televisão, segundo o "Mirror". Ele destacou que as imagens o deram esperança de reencontrar as meninas vivas. A procura voltou à estaca zero quando outro homem declarou serem suas filhas na gravação. O capitão do barco relatou que as autoridades registraram o nome dos sobreviventes após o resgate, mas não tinham pistas das gêmeas.

Sophia mede 1,13 metro, tem 20 quilos e vestia roupas na cor rosa na última vez em que foi vista. Sua irmã, Vasilik, mede 1,10 metro, com o mesmo peso, e usava short vermelho.

"Estamos vasculhando a região, procurando cada centímetro do porto, rochas e cavernas na esperança de encontrar as gêmeas", destacou o voluntário Vassiis Andriopoulos, em declarações no jornal português "Diário de Notícias".

Segundo o "Metro", o número de desaparecidos é incerto. Seriam cerca de cem, diz o jornal português. Vice-presidente do serviço de ambulâncias da Grécia, Miltiades Milonas reconheceu que, dois dias após a contenção das chamas, não há mais expectativa de encontrar feridos.

"Infelizmente, neste ponto, nós não esperamos encontrar mais pessoas feridas, apenas mais mortos", destacou.

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