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Casal alemão é condenado por estuprar e vender o filho para pedófilos

Caso chocou o país e colocou em xeque o trabalho das agências de assistência social

Caso chocou o país e colocou em xeque o trabalho das agências de assistência social
Caso chocou o país e colocou em xeque o trabalho das agências de assistência social
Foto: Divulgação/Pixabay

Uma alemã de 48 anos, identificada apenas como Berrin T, foi condenada a 12 anos e seis meses de prisão por estupro, abuso sexual de menores, prostituição forçada e distribuição de pornografia. Segundo a acusação, Berrin e seu parceiro, identificado como Christian L, de 39 anos, estupraram e abusaram repetidamente o filho dela, hoje com dez anos, e o negociaram com pedófilos no submundo da internet. Christian foi condenado a 12 anos de prisão.

O crime chocou a Alemanha. Além do casal, outros seis homens foram detidos por terem “comprado” o menino em fóruns na darkweb, uma zona da internet acessível apenas com softwares especiais e não indexada pelas ferramentas de buscas. Na segunda-feira, um deles, de nacionalidade espanhola, foi condenado a dez anos de prisão por abusar sexualmente do garoto.

De acordo com o site da revista “Der Spiegel”, os dois confessaram os crimes durante o julgamento. No veredito, a juíza Stefan Bürgelin destacou que a mãe não apenas permitiu o abuso do filho, como voluntariamente entregou o menino a pedófilos alemães e estrangeiros em troca de dinheiro e, em alguns casos, participou dos estupros. Os abusos eram filmados e as imagens, distribuídas na darkweb.

No início, a motivação de Berrin era não perder o novo parceiro, afirmou a magistrada. Mas com o passar do tempo, o Berrin e Christian admitiram o “interesse financeiro”, já que cobravam milhares de euros dos pedófilos. O casal foi acusado de crimes sexuais e prostituição forçada do menino em mais de 60 casos.

O menino hoje vive com pais adotivos. Além da pena de prisão, Berrin e Christian terão que pagar indenização de 42.500 euros para o garoto e a uma menina de apenas 3 anos, que também foi abusada pelo casal, decidiu a corte de Freiburg nesta terça-feira.

O caso colocou em xeque as agências de assistência social do estado de Baden-Württemberg, onde os crimes aconteceram. Christian, que já havia sido condenado por pedofilia, deveria ser proibido de ter contato com a vítima. O garoto chegou a ser removido da família em março do ano passado, mas uma corte local determinou o seu retorno semanas depois.

Denúncias vindas da escola sobre possíveis abusos foram consideradas vagas. Segundo a imprensa local, os assistentes sociais não interrogaram a criança e não compartilharam informações sobre o caso, o que permitiu a devolução da guarda do menino para a mãe.

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