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Esfinge é descoberta em templo faraônico no Egito

Pesquisadores acreditam que estátua remonta ao período Ptolomaico, há 2 mil anos

Imagem ilustrativa - A esfinge representava o poder real no Egito Antigo, com a força física do leão e a sabedoria dos reis
Imagem ilustrativa - A esfinge representava o poder real no Egito Antigo, com a força física do leão e a sabedoria dos reis
Foto: Reprodução

Arqueólogos anunciaram a descoberta de uma esfinge de arenito após a drenagem da água do templo Kom Ombo, na cidade de Aswan, no sul do Egito. De acordo com o Ministério de Antiguidades, a peça provavelmente foi criada durante a dinastia Ptolomaica, que governou entre os anos 303 a.C. e 30 a.C.

A estátua mede 28 centímetros de largura por 38 centímetros de altura, representando a figura mítica, com a cabeça humana num corpo de leão. O diretor-geral do Departamento de Antiguidades de Aswan, Abdul Moneim Saeed, informou que estudos serão conduzidos para tentar descobrir o seu propósito.

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Os pesquisadores acreditam que a figura remonta ao período Ptolomaico porque foi encontrada perto de dois relevos de arenito do Rei Ptolemeu V Epifânio, que governou entre 205 a.C. e 181 a.C., encontrados há dois meses.

Os relevos continham escritas em hieróglifos, que ainda não foram decifrados. Todas as peças foram transferidas para o Museu Nacional da Civilização Egípcia, em Fostate, para conservação, exibição e pesquisas.

As esfinges representavam o poder real no Egito Antigo, combinando a força física de um leão com a sabedoria de um rei. A Grande Esfinge de Gizé, com cerca de 20 metros de altura, é a mais conhecida.

O Templo de Kom Ombo é um conhecido destino turístico por ser o único dedicado a duas divindades: a parte sul era dedicada a Sobek, o deus crocodilo da fertilidade e criador do mundo; enquanto a parte norte ao deus falcão Hórus.

 

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