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EUA oferecem alívio de sanções a quem trocar de lado e apoiar Guiadó

Em nota o governo de Donald Trump afirma que os EUA se unem ao povo venezuelano e a Guaidó

Foto: Reprodução | Instagram | Arquivo

Após escalada da crise na Venezuela nesta terça-feira (30), o governo dos Estados Unidos ofereceu alívio nas sanções a aliados de Nicolás Maduro que mudarem de lado e passarem a apoiar o líder de oposição Juan Guaidó, autoproclamado há quase cem dias presidente interino venezuelano.

O afrouxamento das sanções diplomáticas e econômicas inclui medidas impostas à PDVSA, petrolífera da Venezuela que teve seus ativos bloqueados.

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Em nota do Departamento do Tesouro americano publicada em inglês e espanhol, o governo Donald Trump afirma que os EUA se unem ao povo venezuelano e a Guaidó "em oposição ao regime ilegítimo de Maduro".

"O caminho para o alívio das sanções para indivíduos e entidades alinhadas com o ilegítimo regime de Maduro, incluindo instituições como a PDVSA, é mudar seu comportamento e apoiar o líder eleito democraticamente da Venezuela e aqueles que buscam restaurar a democracia", diz o texto.

A nota do Tesouro americano diz que o caminho para afrouxamento das sanções a aliados de Maduro é justamente a mudança de posição.

O governo Trump mantém a retórica de que "todas as cartas estão sobre a mesa" quando o assunto é a crise na Venezuela, deixando aberta, inclusive, a opção de uma intervenção militar no país latino-americano.

O comunicado do Tesouro americano afirma ainda que os EUA vão continuar agindo "contra aqueles que se colocam no caminho para restaurar a democracia na Venezuela".

John Bolton, assessor de segurança nacional da Casa Branca e expoente da linha-dura do governo Trump contra Maduro, passou a terça publicando comentários nas redes sociais sobre a crise venezuelana. Segundo ele, "a única rota" para o alívio das sanções a indivíduos e entidades alinhadas a Maduro é "aceitando a oferta generosa de anistia de Guiadó".

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