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Ataque a tiros em escola do Colorado deixa oito feridos e um morto

O ataque foi interrompido por policiais que chegaram rapidamente ao local e detiveram os suspeitos

Um ataque a tiros em uma escola próxima a Denver, no Colorado, no oeste dos Estados Unidos, deixou um morto e ao menos oito feridos nesta terça-feira (7), segundo as autoridades, que detiveram dois suspeitos.

"Dois indivíduos entraram na Stem School e atiraram em estudantes em dois locais", disse o xerife Tony Spurlock. Os suspeitos foram identificados apenas como alunos da escola, que atende 1.850 crianças e adolescentes desde o ensino infantil até o secundário.

O ataque foi interrompido por policiais que chegaram rapidamente ao local e detiveram os suspeitos. O estudante morto tinha 18 anos; os feridos foram levados para hospitais próximos.

Holly Nicholson-Kluth, do departamento do xerife do condado de Douglas, onde ocorreu o ataque, não informou a idade dos feridos, seu estado de saúde ou se eram estudantes.

Segundo o jornal Denver Post, que cita fontes do Littleton Adventist Hospital, 4 dos 5 pacientes que deram entrada no local estão em estado grave.

A escola foi evacuada com as crianças saindo em fila indiana e com as mãos na cabeça, enquanto policiais de elite fortemente armados vasculhavam o local.

Dezenas de ambulâncias, caminhões de bombeiros, carros de polícia e helicópteros foram mobilizados após o tiroteio.

Christian Paulson, estudante da escola, disse à filial do canal ABC em Denver que escutou as crianças gritando e correndo. "Fiquei atônito. Seria de verdade ou de mentira? Fui atrás deles e corri com toda a minha energia, fiquei sem fôlego."

Rocco Dechalk disse ao Canal 9 de Denver que ajudou um "adolescente que tomou um tiro nas costas". "Ele estava falando, parecia bem" antes de ser levado por uma ambulância, contou.

Fernando Montoya disse à emissora ABC que seu filho de 17 anos havia sido baleado três vezes e que um de seus amigos também teria ficado feriado.

Segundo ele, seu filho lhe contou após sair do hospital que o atirador entrou na sala de aula e abriu fogo contra os alunos. O filho mais novo de Montoya, por sua vez, afirmou que um dos atiradores já estava dentro da sala, e que ele teria tirado uma pistola de dentro de uma caixa para guardar violão.

Brian Jones, mãe de um aluno do segundo grau, saiu correndo do trabalho quando soube do ataque. "Estou com os nervos a flor da pele", disse ao Denver Post, pouco antes de encontrar o filho. "Havia muitos pais e alunos chorando".

O xerife estabeleceu um ponto de encontro entre pais e alunos.

A Stem School fica a 13 km do Colégio Columbine, onde há 20 anos dois estudantes mataram 13 pessoas, no primeiro massacre deste tipo nos EUA na era moderna.

O massacre de Columbine foi seguido por ataques a tiros em escolas ainda mais sangrentos: em abril de 2007 na Virginia Tech, em Blacksburg, com 32 mortos; em dezembro de 2012, na Sandy Hook Elementary School, em Newton, Connecticut, com 20 crianças entre 6 e 7 anos mortas; e em fevereiro de 2018, na Marjory Stoneman Douglas High School, em Parkland, Flórida, com 17 mortos.

Apesar da violência ligada às armas de fogo nos EUA, que deixou mais de 40 mil mortos em 2017, os esforços para endurecer os controles têm enfrentado fortes barreiras em nível federal.