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Catalães assumirão vaga no Congresso espanhol e voltarão para a cadeia

Oriol Junqueras, Josep Rull, Jordi Turull e Jordi Sànchez conquistaram uma vaga na Câmara dos Deputados enquanto que Raül Romeva foi eleito para o Senado

Milhares de separatistas catalães marcham neste domingo (15) no centro de Barcelona, na Espanha. Eles exigem a libertação de seus líderes políticos que estão na cadeia. As manifestações foram organizadas por dois grupos favoráveis à independência da região do restante da Espanha, a Assembleia Nacional Catalã e o Omnium. Os líderes desses grupos estão detidos à espera de julgamento por sua participação na tentativa de declarar a independência catalã.
Milhares de separatistas catalães marcham neste domingo (15) no centro de Barcelona, na Espanha. Eles exigem a libertação de seus líderes políticos que estão na cadeia. As manifestações foram organizadas por dois grupos favoráveis à independência da região do restante da Espanha, a Assembleia Nacional Catalã e o Omnium. Os líderes desses grupos estão detidos à espera de julgamento por sua participação na tentativa de declarar a independência catalã.
Foto: EMILIO MORENATTI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Tribunal Supremo do Espanha autorizou nesta terça-feira (14), que cinco líderes independentistas catalães, atualmente presos pela tentativa de secessão em outubro de 2017, a assumir suas vagas no Congresso depois de terem sido eleitos no mês passado.

Na votação legislativa de 28 de abril, Oriol Junqueras, Josep Rull, Jordi Turull e Jordi Sànchez conquistaram uma vaga na Câmara dos Deputados enquanto que Raül Romeva foi eleito para o Senado.

"Essa Sala autoriza a saída do centro penitenciário dos cinco solicitantes, para que participem das respectivas sessões constitutivas do Congresso na Câmara dos Deputados e no Senado", informou a corte em comunicado, no qual informa que, uma vez encerrada a formalidade, todos devem retornar e continuar sob prisão preventiva.

A Catalunha, que declarou sua independência em 2017 a revelia de Madri depois de uma votação considerada ilegal pela Justiça espanhola, foi uma das questões centrais na última eleição geral e os partidos regionais independentistas podem desempenhar um papel fundamental nas possíveis tratativas de Pedro Sánchez para formar um novo governo.

Na semana passada, uma corte de Madri permitiu que o líder catalão Carles Puigdemont, que fugiu para a Bélgica em 2017 para não ser preso por sua participação no referendo, possa disputar uma vaga no Parlamento europeu na votação marcada por o dia 26 deste mês. (Com agências internacionais).