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López diz que se encontrou com generais venezuelanos antes de atos

Os encontros teriam ocorrido na casa do líder, onde ele cumpria prisão domiciliar

Leopoldo López ao lado do autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó
Leopoldo López ao lado do autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó
Foto: Lilian Tintori/Twitter

O líder opositor Leopoldo López afirmou nesta quinta-feira (2) que "conhece a cabeça dos militares" da Venezuela e que se encontrou nas últimas três semanas com "comandantes e generais" do país.

Os encontros teriam ocorrido na casa de López, onde ele cumpria prisão domiciliar. "Ali nos comprometemos a contribuir com o fim da usurpação", disse ele, se referindo ao ditador Nicolás Maduro.

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"A única coisa que fiz foi conviver com militares", afirmou sobre os mais de cinco anos que permaneceu preso –parte deles na prisão e parte em casa.

Segundo ele, vão acontecer em breve "novos movimentos no setor militar" de apoio a oposição. "Tenho certeza de que estão indignados, de que estão sofrendo pressão dos familiares e que querem que seu país mude".

As declarações foram dadas na entrada da residência do embaixador da Espanha em Caracas, onde López está desde a tarde de terça (30). Ele foi ao local horas depois de ter saído de sua casa, onde cumpria prisão domiciliar, acompanhado de militares dissidentes.

Na sequência, López e o também líder opositor Juan Guaidó foram até a base aérea de La Carlota (em Caracas) e anunciaram uma ação para retirar do poder o ditador Nicolás Maduro, com apoio dos militares dissidentes.

A ação deu início a uma série de protestos contra o regime em todo o país, que acabaram reprimidos pelas forças de segurança leais ao ditador. Mais de 200 ficaram feridas nos confrontos, que deixaram ao menos quatro mortos.

Foi após o aumento da violência que López procurou abrigo primeiro na embaixada do Chile e depois na da Espanha –ele tem cidadania espanhola.

Embora Maduro tenha se mantido no poder, participando inclusive de uma marcha militar na manhã desta quinta para reafirmar o apoio das tropas ao seu governo, López defendeu a tática usada pela oposição.

"Queríamos pressionar e surpreender, e fizemos ambos", disse ele. A fissura que se abriu em 30 de abril vai se converter em uma rachadura e romperá o dique".

O opositor indiciou ainda que a medida teve apoio de toda a oposição e afirmou que ela está unida. "Porque sabe que nós não queremos implementar nenhuma ditadura, queremos eleições livres, democráticas e com observadores internacionais."

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