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Universitário morre com suspeita de dengue hemorrágica em São Mateus

De acordo com familiares de Jackson Oliveira de Santana, 27 anos, a causa da morte foi colapso por dengue hemorrágica. Mas a prefeitura ainda não confirmou

Jackson Oliveira de Santana
Jackson Oliveira de Santana
Foto: Reprodução | Facebook

O estudante universitário Jackson Oliveira de Santana, 27 anos, morreu após procurar duas vezes o Hospital Roberto Silvares, em São Mateus, Norte do Estado, nesta semana. De acordo com familiares do rapaz, a causa da morte foi colapso por dengue hemorrágica. No entanto, a prefeitura ainda não confirmou essa informação.

Por telefone, os parentes contaram que Jackson fez aniversário na última terça-feira (17). No dia seguinte, ele passou mal e procurou o hospital, onde foi diagnosticado com dengue tipo A, uma forma mais fraca da doença. Jackson, então, foi para casa.

Na noite do mesmo dia, após a faculdade, continuou passando mal e voltou ao hospital, ficando internado dessa vez. Na madrugada de quinta-feira (19), no entanto, ele teve convulsões e morreu no hospital.

Segundo os familiares, o corpo foi levado para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, pois a morte foi muito rápida. Jackson morava em Guriri e cursava Engenharia Civil em uma faculdade particular. Ele foi enterrado às 9 horas desta sexta-feira (20), em São Mateus.

PREFEITURA DE SÃO MATEUS

A Prefeitura de São Mateus informou, por meio de nota, que o caso é investigado e, até o momento, não há confirmação de que a morte seja decorrente de dengue hemorrágica. Veja a nota na íntegra:

"Quanto às informações solicitadas, a Secretaria Municipal de Saúde informa que o caso em questão está sendo investigado pela equipe técnica desta Secretaria para maiores esclarecimentos e tomada das medidas cabíveis. Até o momento não há confirmação de que o óbito seja decorrente de dengue hemorrágica.

A situação epidemiológica do município de São Mateus quanto a dengue encontra-se controlada, sem qualquer indício de epidemia. No ano de 2017 foram notificados 423 casos suspeitos de dengue, onde destes, 369 tiveram a suspeita descartada após investigação epidemiológica por serem constatados negativos. No ano de 2018 até o momento foram notificados 58 casos suspeitos e destes 43 já foram descartados após investigação epidemiológica.

O município conta com o trabalho de monitoramento nos domicílios realizado pelos Agentes de Combate a Endemias e Agentes Comunitários de Saúde, além de armadilhas instaladas em pontos estratégicos para monitoramento.

Salientamos que nenhuma armadilha em torno ao endereço da pessoa em questão foi positivada para dengue.

Aproveitamos a oportunidade para informar que mesmo com a situação epidemiológica sob controle nossas equipes de saúde estão em alerta e que a pessoa em questão foi atendida no Pronto Atendimento Municipal e após a conduta médica adequada foi encaminhado ao HERAS conforme a gravidade do caso exigia. Logo, de acordo com o exposto acima não há confirmação de dengue hemorrágica, não podendo ser descartado também o acometimento por outro agravo que acarretasse o quadro viral semelhante.

Reforçamos que o combate efetivo da dengue e demais arboviroses se dá com combate ao mosquito Aedes, sendo essencial que as pessoas fiscalizem semanalmente suas residências eliminando qualquer possível criadouro do mosquito".

SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE

Sobre o fato de o estudante ter sido diagnosticado com uma forma menos grave de dengue e liberado para ir para casa, a reportagem pediu uma resposta à Secretaria de Estado de Saúde (Sesa). Veja nota na íntegra:

"A direção do Hospital Estadual Roberto Arnizaut Silvares informa que o paciente deu entrada na unidade no dia 18 de abril (quarta-feira), às 21h20, encaminhado do pronto socorro municipal. Ele foi atendido, medicado, recebeu toda assistência e, lamentavelmente, foi a óbito no dia 19 de abril. O corpo foi encaminhado para o Serviço de Verificação de óbito para investigar a causa da morte".

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