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Mais de 30 homens realizam buscas por piloto e amigo na Lagoa Juparanã

Dados telefônicos e relatos de moradores ajudam a nortear o trabalho do Corpo de Bombeiros à procura por Mayke Stefanelli Barcelos e Douglas Siqueira Lana

Equipe do Corpo de Bombeiros em reunião antes de seguir para buscas na Lagoa Juparanã
Equipe do Corpo de Bombeiros em reunião antes de seguir para buscas na Lagoa Juparanã
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Mais de 30 homens do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental e também civis começaram nesta quarta-feira (26) um trabalho de buscas na região da Lagoa Juparanã, em Linhares, à procura do piloto Mayke Stefanelli Barcelos e pelo empresário Douglas Siqueira Lana. Eles estão desaparecidos desde a última sexta-feira (21), quando seguiam com uma asa-delta motorizada saindo de Linhares com destino a Mucuri, na Bahia, onde iam participar de um encontro de aeronaves.

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Para auxiliar nas buscas em terra, pelo ar e também pela água, são usados drones e jet skis. Além de um helicóptero do NOTAer e amigos do piloto desaparecido que usam suas aeronaves para ajudar nos trabalhos. Um avião da FAB também sobrevoa a região para fazer um mapeamento. A equipe dos bombeiros com cães farejadores realiza um trabalho de buscas no interior de Sooretama.

A quebra de sigilo telefônico foi autorizada e os dados coletados pelas torres de telefonia têm norteado o trabalho dos bombeiros. De acordo com o tenente-coronel Ferrari, que organiza os trabalhos de buscas diretamente do Aeroporto de Linhares, os dados do celular e relatos de pessoas que viram a asa-delta motorizada ajudaram a definir essa área de buscas na lagoa.

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“Nós conseguimos através de relatos traçar essa hipótese. Os dados telefônicos nos indicam que o Mayke cruzou a torre telefônica do bairro Canivete e essa antena é retorno da rota dele, bem próximo ao aeroporto. E por conta dos relatos, a hipótese de que eles foram até próximo à Reserva da Vale e retornaram é a única que encaixa todos os avistamentos e os dados de celular”, explicou.

Ferrari contou ainda que a área tinha sido sobrevoada, mas agora incluíram os trabalhos por terra. “Essa região da lagoa já havia sido sobrevoada pelos aviões civis que nos apoiam e a aeronave do NOTAer também sobrevoou, isso nos dá como área limpa os descampados e áreas de plantio e cultivo. Mas as matas dessa região, entre a lagoa e a BR 101, a gente ainda precisa verificar em solo. Também estamos com dois jet skis vasculhando a lagoa em busca de algum possível destroço que ficou”, destacou.

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Área de buscas delimitada pelo Corpo de Bombeiros
Área de buscas delimitada pelo Corpo de Bombeiros
Foto: Divulgação

Além disso, o tenente-coronel reforçou que Mayke e Douglas não continuaram a viagem para Mucuri. Eles seguiram pela Reserva da Vale e fizeram o retorno. “O local mais distante que a gente conseguiu algum relato de avistamento ou de alguém que ouviu a aeronave é próximo ao hotel da Reserva da Vale. É o ponto mais ao norte onde a gente conseguiu um informe. Nós procuramos informes nas fazendas mais ao norte, nos vilarejos, em casas, porém ninguém tem mais nenhuma notícia. O que a gente tem são relatos a oeste da BR 101, que teve avistamento que eles estariam voltando”, informou.

As famílias de Mayke e Douglas estão bastante preocupadas. Parentes e amigos passam o dia no Aeroporto de Linhares em busca de informações e também para auxiliar nas buscas. O pai de Mayke, o piloto Jânio Barcelos, saiu com uma aeronave por volta das 9h30 para ajudar nos trabalhos pela região da Lagoa Juparanã.

 

 

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