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MPES denuncia enfermeira por tentar incriminar o ex em Nova Venécia

Géssica de Sá Soto foi agredida por dois rapazes durante uma festa; segundo o MPES, ela tentou incriminar uma terceira pessoa, o ex, como vingança

Segundo o MPES, Géssica de Sá Soto (foto) pretendia que fosse instaurada uma investigação policial e um processo judicial contra o ex-namorado, mesmo sabendo que ele é inocente
Segundo o MPES, Géssica de Sá Soto (foto) pretendia que fosse instaurada uma investigação policial e um processo judicial contra o ex-namorado, mesmo sabendo que ele é inocente
Foto: Facebook

A enfermeira Gessica de Sá Soto, de 25 anos, agredida durante uma festa promovida por um time de futebol em outubro do ano passado, em Nova Venécia, região Noroeste do Estado, foi denunciada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) por tentar incriminar um ex-companheiro por vingança. 

Géssica teve o maxilar quebrado, perdeu três dentes e ficou com diversos hematomas pelo corpo. Dois homens são acusados pelas agressões e respondem a processo na Justiça.

De acordo com o MPES, em todos os depoimentos que a enfermeira prestou, ela sempre fazia menção da participação de uma terceira pessoa nas agressões, que era seu ex-companheiro, e ainda tentou pressionar duas testemunhas, que eram duas melhores amigas, para também o acusarem e tentar incriminá-lo.

Em troca, Gessica Soto prometeu a elas viagens com o dinheiro que ganharia através de uma indenização contra o rapaz.

> Enfermeira chega de ambulância a delegacia para prestar depoimento

Porém, no dia 20 de outubro de 2017, uma das testemunhas compareceu à Promotoria de Justiça de Nova Venécia e disse que a enfermeira estava a pressionando por telefone e através de mensagens de SMS, com o objetivo de sensibilizá-la para prestar depoimento contra o ex. Além disso, a testemunha informou que a enfermeira fazia isso com outra pessoa, que não chegou a prestar declaração no inquérito.

Segundo o inquérito policial sobre o crime, não houve a participação do ex-companheiro nas agressões, visto que ele foi ouvido, liberado e não chegou a ser indiciado pela autoridade policial.

Em entrevista ao Gazeta Online, no dia 4 de setembro, a enfermeira chegou a comentar sobre o ex. “Era um rapaz que chegou a prestar depoimento na delegacia, mas foi inocentado. Pelo jeito, não consideram o que ele fez como agressão, mas foi agressão [...]", disse.

A DENÚNCIA

O Ministério Público entendeu que, em razão do sentimento de vingança da enfermeira, que insistiu na versão que ficou provada ser falsa, ela pretendia que fosse instaurada uma investigação policial e um processo judicial contra o rapaz, mesmo sabendo que ele é inocente. Além disso, informou que ficou clara a vontade de prometer vantagem, com o pagamento de viagem para testemunha, para fazer afirmação falsa em depoimento para obter provas em processo penal e civil.

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Desta forma, o órgão ofereceu a denúncia contra a enfermeira e ainda, pediu a condenação de ressarcimento ao rapaz em valor mínimo de R$ 100 mil.

Isso porque, como consequência da versão incriminadora trazida a público pela enfermeira, o MPES informou que o rapaz recebeu diversas mensagens de ameaça de morte pelo celular, ficou duas semanas sem ir para faculdade e até perdeu algumas matérias.

O OUTRO LADO

Tanto Géssica quanto a advogada dela foram procuradas pela reportagem para comentar a denúncia do Ministério Público. Elas disseram que precisam se inteirar do processo e não teriam nada a declarar por enquanto.

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