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Buscas em Linhares: 6 sinais são detectados na Lagoa Juparanã

Aparelho sonar é usado para buscar piloto e empresário desaparecidos após decolagem em Linhares; equipes de mergulho dos Bombeiros vão atuar nesta semana

Foto: Montagem

O Corpo de Bombeiros informou nesta quinta-feira (4) que, em busca pelo piloto Mayke Stefanelli Barcellos, junto com o amigo Douglas Siqueira l, desaparecidos há 13 dias após decolar em uma asa-delta motorizada, em Linhares, no Norte do Estado, foi detectado pelo aparelho sonar seis sinais. Estes retornos do equipamento indicam que há algo no fundo da lagoa Juparanã, mas somente após mergulhos poderá ser identificado o que pode estar submerso.

Ainda nesta semana a corporação deve realizar mergulhos na lagoa. "Na terça-feira (2), usamos o Sonar - um aparelho que é utilizado para a detecção e localização de objetos no fundo de rios, lago e oceanos - para ajudar nas buscas. Seis locais foram sinalizados. Já na quarta-feira, em uma nova busca, outros seis pontos foram detectados pela ferramenta", explicou o tenente-coronel.

Buscas na Reserva da Vale
Buscas na Reserva da Vale
Foto: Divulgação | Corpo de Bombeiros

Por conta de um pedido da família do piloto Mayke, o tenente-coronel Ferrari, que lidera as buscas, explicou que nesta quinta-feira (4), 15 homens foram realocados e realizam a procura na Reserva da Vale. "Os homens estão realizando buscas a pé, com todo o equipamento de segurança - perneira para evitar picada de cobra, GPS, entre outros", detalhou. 

As buscas pela dupla são realizadas desde o dia 22, quando o Corpo de Bombeiros realizou um sobrevoo por toda a área em que os amigos poderiam ter feito um pouso de emergência. "A partir do dia 23, começamos a coletar relatos de testemunhas que viram a aeronave, mais ou menos o horário, entre outras informações. A partir daí começamos as buscas".

Partes em que o Sonar percorreu na Lagoa Juparanã
Partes em que o Sonar percorreu na Lagoa Juparanã
Foto: Divulgação | Corpo de Bombeiros

Sobre até quando as buscas serão realizadas, ainda é incerto. "As informações não apontam para a Reserva da Vale, mas estamos atendendo pedidos da família. Vamos continuar procurando até ter uma hipótese mais provável do que realmente aconteceu", explicou.

Em um vídeo, o tenente-coronel Ferrari explica o porquê das buscas na lagoa, que decolou às 5h07. Por volta das 07h01, ele explica que os celulares do piloto e do empresário "apagaram", ao mesmo tempo.

O CASO

Uma aeronave desapareceu após decolar em Linhares, região Norte do Espírito Santo no dia 21 de setembro. Nela estavam o piloto Mayke Stefanelli Barcellos e o amigo Douglas Siqueira Lana.

Os dois estavam em uma aeronave do modelo Trike (asa-delta motorizada), que saiu do bairro Jardim Laguna, às 4h40 de sexta-feira (21), e seguiriam para um evento que envolve pilotos do Brasil inteiro na cidade de Mucuri, Bahia, mas não chegaram ao destino.

CELULARES "APAGARAM" AO MESMO TEMPO

Os celulares do piloto Mayke Stefanelli Barcelos e do empresário Douglas Siqueira Lana “apagaram” ao mesmo tempo, o que indica que a asa-delta motorizada modelo Trike, onde eles estavam, pode ter caído na água. É o que afirma o tenente-coronel Ferrari, que coordena as buscas pelos desaparecidos. Mayke e Douglas seguiam de Linhares para Mucuri, na Bahia, para um encontro de aeronaves. Eles saíram na manhã do dia 21, por volta das 5 horas, de uma pista no bairro Jardim Laguna.

“Temos um indício forte que pode ter havido uma queda na água. Pesquisando e conversando com o pessoal da Força Aérea que está acostumado a fazer esse tipo de busca, há caso de aeronave que caiu e até pegou fogo e muito tempo depois o celular ainda mandava sinais. Então, quando os dois celulares apagam ao mesmo tempo, é um indício muito forte que possa ter caído na água”, explicou o tenente-coronel.

Os dados telefônicos, junto com os relatos, norteiam o trabalho dos bombeiros na região da Juparanã. “A gente coloca a lagoa na hipótese por causa da conexão do celular com a torre telefônica do bairro Canivete, então a aeronave estava mais ao sul da lagoa conforme esse dado. Mas o Mayke pode ter seguido um pouco para leste, em direção ao litoral, e a gente tem varrido a partir do Guaxe (interior de Linhares) em direção ao sul, aeroporto e litoral. Estamos batendo as áreas de mata onde a aeronave pode ter caído e não é visível via aérea. Porque se o piloto tivesse pousado ou escolhido onde pousar, ele estaria em um lugar visível. Então a aeronave não parou onde o piloto queria e a gente tem que procurar aonde ela pode estar invisível para sobrevoos”, destacou Ferrari.

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