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Pai de Kauã sobre soltura de pastora: 'Justiça é fábrica de monstros'

Rainy Butkovsky expressou sua indignação sobre a decisão da Justiça de expedir alvará de soltura para Juliana Salles, acusada de omissão nas mortes de Kauã e Joaquim

Rainy Butkovsky, o pai de Kauã
Rainy Butkovsky, o pai de Kauã
Foto: Marcelo Prest

A pastora Juliana Salles, mãe dos irmãos Kauã Salles Butkovsky, de 6 anos, e Joquim Alves, de 2 anos, conseguiu na Justiça a liberdade provisória. Em breve conversa com o Gazeta Online, o pai biológico de Kauã, Rainy Butkovsky, expressou sua indignação com a novidade. "Só tem safado na Justiça brasileira; a Justiça é uma fábrica de monstros", desabafou, reforçando que não comentaria mais sobre o caso.

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Juliana está presa desde o dia 19 de junho, quando foi detida em Minas Gerais, em cumprimento ao mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal de Linhares. Na ocasião, foi aceita a denúncia do Ministério Público Estadual que acusou a pastora de ter conhecimento do risco que as crianças sofriam por estarem sozinhas com o pastor George, o que caracteriza omissão por parte de Juliana. 

O alvará de soltura da pastora foi expedido nesta quarta-feira (7). Até as 23h, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que Juliana Salles continuava presa no Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFC).

'ABSURDO'

Para o advogado Siderson Vitorino, que assessora o pai de Kauã, a saída da pastora do Centro Prisional Feminino de Cariacica, é um absurdo.

"É um absurdo a concessão da liberdade de Juliana. A decisão do juiz vai de encontro com as regras do Código Penal, que permite a prisão preventiva para preservação da ordem pública, processual e a garantia da aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime. Juliana é acusada de fraude processual e foi presa em Minas Gerais", disse.

Vitorino disse que tentou entrar no processo como assistente de acusação, para representar a a família, mas o pedido foi negado, visto que Rainy só é pai biológico de uma das crianças vítimas do crime. Agora, o advogado disse que aguarda um recurso que fez ao Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES).

"Nós entramos com um mandado de segurança contra a decisão do juiz, que indeferiu a minha entrada como assistente de acusação e estamos aguardando o julgamento do TJES. Assim que nós conseguirmos ter acesso, vamos entrar com um pedido de prisão preventiva contra ela", concluiu.

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