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Tragédia em Linhares: bombeiros e peritos serão ouvidos em Vitória

A presença dos pastores Juliana Pereira Sales Alves e Georgeval Alves Gonçalves foi requisitada

Fotos mostram 4ª perícia na casa do pastor George Alves, em Linhares
Fotos mostram 4ª perícia na casa do pastor George Alves, em Linhares
Foto: Brunela Alves

Quatorze testemunhas do Corpo de Bombeiros e da perícia da Polícia Civil serão ouvidas através de cartas precatórias na quarta audiência sobre as mortes dos irmãos Kauã e Joaquim, que foram mortos no dia 21 de abril em Linhares, no Norte do Estado.

A audiência está marcada para acontecer nos dias 11 e 12 dezembro a partir das 13 horas, no Fórum Criminal Desembargador José Mathias de Almeida Netto, em Vitória. Foram marcados dois dias para que todas as testemunhas pudessem ser ouvidas.

No processo penal, a carta precatória criminal pode ser utilizada como um instrumento da justiça para requisitar a citação de réu, oitiva de testemunha e também a realização de exame pericial em outros municípios que não sejam o de origem do processo por questões de logística. Após o fim das oitivas, o juiz devolverá as precatórias para a comarca de origem, que neste caso é Linhares.

No primeiro dia deverão ser ouvidos quatro bombeiros do Departamento de Perícias e Incêndios e Explosões e três peritos da Superintendência da Polícia Técnico-científica. Já no segundo dia, serão quatro testemunhas da Superintendência da Polícia Técnico-científica e três peritos do Departamento Médico Legal.

Foi requisitada pela justiça a presença dos pastores Juliana Pereira Sales Alves e Georgeval Alves Gonçalves, que são réus no processo, bem como a dos três advogados de defesa deles, Milena Freire, Rodrigo Duarte Luis e Helbert Gonçalves.

A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) disse que por questões de segurança, não informa a movimentação de presos. O advogado Síderson Vitorino, que representa a família de Rainy Butkovsky, pai de Kauã, também foi intimado para comparecer.

Os familiares do pai de Kauã Salles informaram que irão fazer um ato de agradecimento ao trabalho das testemunhas ouvidas no caso.  

A reportagem tentou, mas não conseguiu contato com os advogados de defesa dos pastores Juliana e George.

PRIMEIRA AUDIÊNCIA

A primeira audiência do caso aconteceu no dia 10 de outubro, na 1ª Vara Criminal de Vitória, onde foram ouvidos o pai de Kauã, Rainy Butkovsky, a avó paterna do menino, Marlúcia Butkovsky, peritos e investigadores do caso.

SEGUNDA AUDIÊNCIA

Na segunda audiência que aconteceu no dia 23 de outubro, no Fórum Desembargador Mendes Wanderley em Linhares, foram ouvidas 16 testemunhas do caso. A sessão durou cerca de 9 horas e foi marcada por protestos em frente ao Fórum de Linhares. Os pastores Georgeval Alves Gonçalves e Juliana Pereira Salles Alves também estiveram no local e chegaram juntos em uma van do sistema penitenciário.

TERCEIRA AUDIÊNCIA

Na terceira audiência, que aconteceu na manhã desta terça-feira (27), o pastor Georgeval Alves Gonçalves chorou no Fórum Desembargador Mendes Wanderley, em Linhares, no Norte do Estado.

Apesar da presença dos dois pastores ter sido requisitada pela justiça à Secretaria de Estado da Justiça, somente o pastor George Alves chegou ao local por volta de 9h da manhã, escoltado no carro da Sejus, para a audiência de instrução e julgamento, que não é aberta ao público, de acordo com o TJES, pois o processo tramita em segredo de Justiça.

A pastora Juliana Salles continua presa no Presídio de Teófilo Otoni em Minas Gerais, desde o último dia 14, quando foi detida em uma loja no centro da cidade mineira, junto com uma amiga.

O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES) informou que 15 testemunhas estavam previstas para serem ouvidas na terceira audiência na 1ª Vara Criminal de Linhares. Porém, 10 testemunhas foram ouvidas durante quase 12 horas de audiência, que teve pausa para almoço, e terminou por volta de 19 horas. As demais testemunhas foram dispensadas.

MUDANÇA DE PROMOTOR

A promotora Rachel Tannenbaum, da 2ª Promotoria Criminal de Linhares, que conduziu as investigações finais que levaram à denúncia e a prisão da pastora Juliana Salles, informou à reportagem que não está mais à frente do caso, e quem assumirá o promotor Claudeval França Quintiliano.

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