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Pontal do Ipiranga recebe etapa de circuito nacional de vaquejada

Primeira etapa acontece até este domingo em Linhares; Pedro Canário também sediará fase

Competidores durante uma disputa de vaquejada
Competidores durante uma disputa de vaquejada
Foto: Divulgação/Circuito BEM Vaquejada

Desde a última quinta-feira (7), o distrito de Pontal do Ipiranga, em Linhares, no Norte do Estado, recebe a primeira etapa do Circuito Bem Organnact, competição nacional de vaquejada. Com cerca de 400 vaqueiros inscritos de vários estados do país, o Espírito Santo deu a largada do torneio com a fase que acontece até este domingo (10), sem hora para acabar.

A arena do evento foi montada no início da Avenida do Sol, que dá acesso ao Riozinho. Quem quiser acompanhar a atração basta comparecer ao local com 2 kg de alimento não perecível ou com materiais de limpeza, que serão doados pelos organizadores à Associação Pestalozzi e ao Asilo dos Velhos, ambos em Linhares.

Ao todo, serão 12 etapas sediadas por cidades baianas, mineiras e capixabas. Nesta primeira fase, vieram ao Estado competidores de Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Rio de Janeiro, entre outros. A segunda fase do Circuito Nacional acontecerá em outra cidade do norte do Espírito Santo: Pedro Canário, também no Norte, entre os próximos dias 30 de maio e 2 de junho.

A VAQUEJADA

Atividade cultural do nordeste brasileiro, a vaquejada trata-se de uma disputa entre dois vaqueiros montados a cavalo que têm como objetivo derrubar o boi. Para preservar a saúde do animal, as competições passaram a adotar o protetor de cauda, uma espécie de corda amarrada na base do rabo dos bois pela qual deve ser provocada a queda destes.

Um dos organizadores do evento, Fábio Fiorot garante que a prática está amparada por leis e medidas como o chão de areia para diminuir os impactos dos animais estão sendo seguidas. No Estado, a competição está sendo acompanhada pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) e por veterinários do bem-estar animal.

NEGÓCIO

De acordo com a Associação Brasileira de Vaquejada (ABVAQ), as competições movimentam cerca de 50 milhões por ano, entre premiações, espetáculos e publicidades. Segundo os números de seis anos atrás, as vaquejadas geram 1500 empregos diretos e mais 5 mil indiretos. Já em 2016, a entidade estimou que cerca de 4 mil eventos da disputa foram realizados no país.

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