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Índios bloqueiam trechos da ES 010 durante protesto

Um comunicado que circula nas redes sociais informa que a mobilização é contrária à extinção de políticas indígenas pelo governo federal, como a divisão da Funai entre o Ministério da Agricultura e o Ministério da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos

Índios seguram cartazes durante protesto em Aracruz
Índios seguram cartazes durante protesto em Aracruz
Foto: Internauta

Índios de aldeias de Aracruz, na região Norte do Estado, realizam bloqueios pela Rodovia ES 010 durante um protesto na manhã desta quarta-feira (27). De acordo com a Polícia Militar, a manifestação começou por volta das 5h30 e a previsão é que continue até as 17 horas.

Os bloqueios acontecem na pista, em frente às aldeias de Caieiras Velha, Irajá e Três Palmeiras. Segundo a PM, os índios interditam os trechos por meia hora e depois liberam por um tempo, no sistema pare e siga, administrado pelos próprios manifestantes.

Os policiais orientam que quem passar pela rodovia deve redobrar a atenção e ter paciência, pois o tráfego é intenso. 

"EXTINÇÃO DE POLÍTICAS INDÍGENAS"

Um comunicado que circula nas redes sociais, indicado como da comissão de caciques dos povos indígenas tupiniquim e guarani, afirma que o protesto é contrário à extinção de políticas indígenas pelo governo federal, como a divisão da Funai entre o Ministério da Agricultura e o Ministério da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos.

"Essa divisão significa colocar a responsabilidade de demarcação de terras indígenas nas mãos do agronegócio, que são os maiores inimigos das populações indígenas do Brasil, além de flexibilizar o licenciamento para empreendimentos se instalarem nas terras indígenas", diz o comunicado.

O texto também informa a mobilização dentro do município, fechando as estradas em quatro pontos. "Na rodovia Primo Bitti, na ES 010 próximo às aldeias guarani, na rodovia 257 próximo ao trevo da aldeia Pau Brasil e na rodovia ES 010 próximo à aldeia Córrego do Ouro. Pedimos desculpas à população de Aracruz pelos transtornos que esta paralisação irá causar, mas precisamos lutar pela defesa de nossos direitos conquistados com suor e sangue", finaliza o comunicado.

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