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PF cumpre mandado em Linhares por contrabando de cigarros

Duas organizações criminosas movimentam, por mês, 7.200 caixas de cigarros, com lucro de R$ 2,5 milhões

O objetivo da ação é desarticular duas organizações criminosas especializadas em contrabando de cigarros do Paraguai
O objetivo da ação é desarticular duas organizações criminosas especializadas em contrabando de cigarros do Paraguai
Foto: Reprodução | Internet

A Polícia Federal, acompanhada da Polícia Militar, cumpriu um mandado de busca e apreensão em uma residência em Bebedouro, no interior de Linhares, na manhã desta terça-feira (17). No entanto, o alvo da investigação não estava em casa e não foi possível localiza-lo. Ao todo, são 35 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, 45 mandados de busca e apreensão, e 32 mandados de sequestro e bloqueio de bens, em decorrência de investigações iniciadas em agosto de 2017, pela Polícia Federal em Sorocaba (SP), para desarticular duas organizações criminosas especializadas em contrabando de cigarros do Paraguai.

Estima-se que as duas organizações criminosas movimentem, por mês, 7.200 caixas de cigarros, com lucro de R$ 2,5 milhões. Durante as investigações da operação, batizada de "Homônimo" (os chefes da duas organizações tem o mesmo nome: Roberto), foram elaborados 17 autos de prisão em flagrante com o apoio da Polícia Rodoviária Estadual, com a prisão de 25 indivíduos e a apreensão de 25 veículos e 4.276 caixas de cigarro.

Com as prisões e apreensões, as organizações criminosas tiveram um prejuízo de mais de R$ 13 milhões. Em tributos sonegados foram mais R$ 14 milhões em detrimento dos cofres públicos. 

Além de Linhares, os outros mandados são realizados nas cidades paulistas de Sorocaba, Jundiaí, Piracicaba, Várzea Paulista, Cesário Lange e São Paulo, além de Umuarama (PR), Naviraí (MS) e Iguatemi (MS). Um policial militar também foi preso preventivamente e encaminhado ao presídio Romão Gomes, em São Paulo.

Algumas pessoas detidas nesta terça já haviam sido investigadas na Operação Mandrin, deflagrada em 2007, pela prática do mesmo tipo de crime.

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