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Tenente-coronel Foresti não comparece à audiência da greve da PM

Como Foresti e o advogado não foram à audiência, o Estado designou uma advogada para o militar

Tenente-coronel Foresti
Tenente-coronel Foresti
Foto: Facebook

O tenente-coronel da Polícia Militar, Carlos Alberto Foresti, não compareceu ao primeiro dia de audiências para ouvir testemunhas de militares acusados de envolvimento na greve da PM em 2017. Com a ausência de Foresti e o atraso do Capitão Assumção, a audiência começou com uma hora de atraso. 

Foresti chegou a pedir no processo adiamento da audiência, alegando que estava sem advogado. Por decisão, a juíza da 4ª Vara Criminal de Vitória, Gisele Souza de Oliveira, negou pedido, argumentando que o tenente-coronel teve tempo suficiente para conseguir um novo advogado.

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“Verifica-se que o acusado Carlos Alberto Foresti foi intimado desde o dia 03/05/2018 para constituir novo advogado, sendo que, mesmo antes desta data, ele já estava ciente da renúncia de seu advogado em 17/04/2018. Logo, da data de sua ciência quanto à renúncia do advogado anterior e a realização da audiência, terá transcorrido o prazo exato de 30 (trinta) dias. Portanto, teve o referido acusado tempo mais do que suficiente para constituir sua defesa técnica”, afirmou a juíza na decisão.

Segundo apurou a reportagem do Gazeta Online, Foresti foi intimado pessoalmente e no documento tem a assinatura dele. Essa intimação está anexada ao processo.  

Como nem Foresti nem o advogado compareceram à audiência, o Estado designou - como previsto no Código Penal - uma advogada dativa, Paulina Lopes de Paulo, que irá representá-lo “à revelia”, quando o réu não comparece a um julgamento ou audiência.

Ainda assim, Foresti e o advogado dele podem comparecer à audiência em qualquer horário do dia. Além dele, também não compareceu na hora marcada Lucínio Castelo Assumção, conhecido como Capitão Assumção - que justificou que estava preso no trânsito. Assumção chegou ao local depois do início da audiência.

ACUSAÇÃO CONTRA FORESTI

Foresti é apontado como um dos participantes “mais radicais” e incitou familiares a aderirem ao movimento. O tenente-coronel chegou a ser preso e foi demitido pelo Conselho de Justificação da Polícia Militar. Na época da paralisação, ele era chefe do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), no Ciodes, e foi hospitalizado por um surto na primeira semana da paralisação da PM.

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