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Aposentado é preso acusado de estuprar quatro filhas em Cariacica

Os abusos aconteceram desde a infância até a adolescência das quatro irmãs, hoje com idades de 28, 31, 33 e 40 anos

O aposentado foi detido pela equipe da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA)
O aposentado foi detido pela equipe da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA)
Foto: Marcos Fernandez | Arquivo

Um aposentado de 64 anos foi preso, na manhã desta terça-feira (20), acusado de abusar sexualmente das quatro filhas quando eram crianças, em Cariacica.

O homem foi detido pela equipe da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) onde os crimes foram investigados. Os abusos aconteceram desde a infância até a adolescência das quatro irmãs, hoje com idades de 28, 31, 33 e 40 anos. “A mãe das vítimas sofria com uma doença grave e, por isso, precisava ficar no hospital muitas vezes. O acusado via isso como oportunidade para cometer os estupros”, observou o delegado.

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Foram anos de sofrimento. Em depoimento, as vítimas relataram que eram abusadas frequentemente dentro de casa e eram obrigadas a tomar chás abortivos a mando do pai. Elas chegaram a contar para mãe mesmo sendo ameaçadas de morte pelo pai. Porém, a mulher também sofria com recorrentes espancamentos nas mãos do marido e não tinha como ajudar as filhas.

“Ele chegou a ser detido pelas agressões e também por posse de arma, pois possuía muitas armas dentro de casa. Porém, somente em 2013, já adultas e morando fora de casa, as vítimas procuraram a delegacia”, explicou Pazolini.

Ao final da investigação, o aposentado chegou a ser indiciado pelos quatro estupros de vulnerável contra as filhas. Também foi expedida uma medida que o proibia de se aproximar das vítimas, que tinham medo até mesmo de que eles abusassem dos netos e não queriam ter contato com o estuprador. Nos relatos, elas contam que fizeram inúmeros tratamentos psicológicos devido aos traumas deixados pelos estupros cometidos pelo pai.

Porém, em março deste ano, começaram as audiências de instrução para julgamento dos crimes. Com medo de ser preso, o aposentado passou a procurar as filhas para exigir que elas mentissem, negando que tivessem sido estupradas por eles. “Parentes também procuraram as vítimas para tentar intimidá-las. Por isso, foi solicitada a prisão do aposentado, cumprida hoje”, observou o delegado.

Em depoimento, o aposentado negou os crimes. Ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória, onde aguardará o julgamento.

Lorenzo Pazolini explicou que a investigação dos quatro crimes contra as irmãs só foi possível devido à Lei Joanna Maranhão, que entrou em vigor em 2012. “Essa lei possibilitou que crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes pudessem ser apurados e punidos mesmo anos depois de acontecidos, pois estendeu o prazo de prescrição, colaboram para a diminuição da impunidade”, observou o delegado da DPCA.

 

 

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