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Após morte da esposa, homem mantém corpo dentro de casa em Vila Velha

A mulher morreu em dezembro de 2017; desde então, o esposo manteve o corpo dentro de casa, usando sal, inseticida e perfume na tentativa vã de evitar a decomposição

Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa
Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa
Foto: Fernando Madeira

Um homem de 54 anos foi detido na tarde desta quarta-feira (7) por manter o corpo da esposa, que morreu em dezembro de 2017, dentro de casa, em Ponta da Fruta, Vila Velha, por 11 meses. 

De acordo com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Filemon Elias de Melo alegou que a esposa, a aposentada Yara Almeida, usava insulina, e que teria falecido por usar uma quantidade exagerada de remédios.

 

Mesmo depois da morte da esposa, o homem manteve a mulher em um cômodo casa, deitada em um colchão inflável. De acordo com a polícia, ele jogava inseticida na casa para controlar a presença de insetos e perfume no corpo para tentar disfarçar o mau cheiro.

Quando o corpo começou a entrar em fase de decomposição, Filemon jogou sal no corpo, na tentativa de conservá-lo por mais tempo.

Testemunhas disseram que a filha de Yara, que mora em Belo Horizonte, em Minas Gerais, desconfiou da morte da mãe. De acordo com uma vizinha, a filha da vítima acreditava que a mãe estava internada, mas desconfiou do fato porque o pai não informava em que hospital a esposa estaria.

Após prestar depoimento, Filemon foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana.

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