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PM causa pânico ao atirar dentro de hospital em Vila Velha

Foram seis tiros, segundo os funcionários, o que gerou muito desespero. As pessoas saíram correndo para fora do hospital

O tenente da Polícia Militar Marcelo Pain Maciel Filho, de 25 anos, atirou dentro do Hospital Santa Mônica, na Praia de Itaparica, em Vila Velha, após ser atendido na madrugada desta quarta-feira (02). Segundo funcionários do local, foram seis disparos.

As informações iniciais são de que o policial chegou ao hospital por volta das 4h30 da madrugada. Ao chegar na unidade, ele informou que era policial e que queria ser atendido rápido por um psiquiatra. Uma médica foi chamada e atendeu o tenente. Ele teria dito para a médica que fez alguma coisa muito errada, estava arrependido e tinha usado droga.

A médica o colocou em uma sala de repouso e receitou um sedativo, que foi aplicado por meio de soro. Em seguida, a médica foi fazer outros atendimentos. Nesse local onde o PM estava, tinha ele, uma outra poltrona vazia e, ao lado, um idoso repousando após o atendimento.

De repente, o policial sacou a arma e atirou para cima e para o lado que estava vazio. Foram seis tiros, segundo os funcionários, o que gerou muito desespero. As pessoas saíram correndo para fora do hospital.

MOVIMENTAÇÃO EM FRENTE AO HOSPITAL

Na manhã desta quarta, o policial foi levado por uma ambulância da Polícia Militar. Ainda não foi passada a informação do local para onde o PM foi transferido.

"ELE FALOU QUE ESTAVA MUITO ARREPENDIDO"

Em entrevista à TV Gazeta, a médica que atendeu o tenente contou como o policial chegou ao hospital. "Ele passou pela triagem, pelo enfermeiro e foi um tanto quanto grosseiro. O enfermeiro já me abordou pedindo para atendê-lo com certa agilidade, porque ele tinha jogado o prontuário em cima dele. Ele se identificou como policial e pediu atendimento rápido. Eu já estava dentro do consultório quando ele chegou. Ele falou que estava muito arrependido, muito triste de uma coisa que ele havia feito. E então pediu que fizesse uma medicação para que ele se acalmasse. Falou que já estava fazendo tratamento com um médico psiquiatra".

Segundo a médica, o policial afirmou ter feito uso de droga ilícita e que, por esse motivo, ele estava muito envergonhado. "Foi a palavra que ele usou. Ele falou que fez uso de maconha".

Perguntada sobre a causa desse arrependido, a médica respondeu que, "pelo que deu a entender, foi o uso da droga, que não faz uso habitual e por isso estava arrependido. Mas, de fato, não me contou o que foi não".

"MUITO ASSUSTADOR"

Uma técnica de enfermagem que participou do atendimento ao policial detalhou à TV Gazeta como tudo aconteceu. "Ele jogou a folha com agressividade no balcão. Pedimos que ele aguardasse no boxe. Fomos pegar o medicamento dele na farmácia. Assim que a gente entrou dentro do boxe, ele estava lateralizado (de lado) para poder a gente fazer a endovenosa. Deitado de lado, como se já estivesse escondendo alguma coisa. Estava eu a minha companheira, eu fiz a diluição do medicamento e a minha colega foi fazer a pulsão. Fizemos a pulsão. Quando viramos as costas, ouvimos o primeiro tiro e saímos correndo. Foram bastante tiros, muito assustador".

MARCAS DE TIROS

O QUE DIZ A PM

Na madrugada desta quarta-feira (02) a PM foi acionada, via Ciodes, por uma funcionária do hospital que atendeu policial militar e informou que, descontente, aparentando estado depressivo, efetuou disparos de arma de fogo dentro do local, e que funcionários estariam trancados em um cômodo. A CIMEsp foi acionada para negociação e as imediações foram isoladas.

No local, o PM entregou o armamento por conta própria e foi constatado dois disparados realizados. Ele foi medicado e após transferido para o Hospital HPM.

Os fatos, como de praxe, serão apurados pela Corregedoria.

Com informações de Daniela Carla, da TV Gazeta

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