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Presos no ES membros de quadrilha que vendia R$ 200 milhões em drogas

No Estado, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Cachoeiro de Itapemirim e três pessoas foram presas

Operação "Bad Family" foi deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro
Operação "Bad Family" foi deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro
Foto: Alexandre Miziara

Treze pessoas foram presas nesta quinta-feira (17) em uma mega operação contra uma quadrilha interestadual de tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o grupo era um dos maiores fornecedores de armas e drogas para os complexos do Alemão, do Lins e da Maré. No Espírito Santo foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Cachoeiro de Itapemirim e três pessoas foram presas.

A operação "Bad Family" foi deflagrada pela Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) do Rio de Janeiro. Equipes saíram ainda de madrugada para cumprir 19 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão em municípios do Rio, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. O nome das pessoas presas no Espírito Santo não foram reveladas pela polícia.

Segundo a investigação, a quadrilha fornecia mensalmente às comunidades fluminenses cerca de duas toneladas de maconha e meia tonelada de cocaína, valores que ultrapassam R$ 200 milhões ao ano.

Investigação

O titular da 25ª Departamento de Polícia, delegado Fabio Asty, disse que as investigações começaram há cerca de um ano e apontaram que a organização criminosa, formada por familiares, atua no tráfico atacadista interestadual de drogas, armas e munições.

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Eles abasteciam as principais comunidades da região metropolitana do Rio, como os complexos do Alemão, da Maré, do Lins e Jacaré, além dos municípios de Cabo Frio e Nova Friburgo, além de Cachoeiro de Itapemirim.

Ainda segundo o delegado, a família do município de Paranhos, no Mato Grosso do Sul, e atuante no agronegócio, utilizava a propriedade rural, fronteira ao Paraguai para guardar as armas e drogas que vinham do país vizinho. De lá, seguiam em caminhões para comunidades do Rio e do Espírito Santo.

A negociação das armas e drogas era feita por aplicativos de mensagem e a quadrilha atua assim há pelo menos 7 anos. O líder da organização criminosa, o sul-mato-grossense Edson Ximenes Pedro, conhecido como "Pelincha", conta com o auxílio direto de sua esposa, irmãos e cunhado na execução das atividades criminosas.

Edson foi preso em 2013 pela Polícia Federal e cumpriu pena por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Atualmente ele utiliza identidade falsa, em nome de Fabio Pereira de Souza e está foragido do sistema prisional desde que progrediu ao regime semiaberto.

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