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Cozinheiro é preso acusado de estuprar quatro crianças em Colatina

Crime foi descoberto por avô de duas vítimas

A mulher e o marido foram encaminhados para a Delegacia de Colatina
A mulher e o marido foram encaminhados para a Delegacia de Colatina
Foto: Divulgação

Quatro meninos entre 8 e 12 anos foram abusados sexualmente por um homem que se passava por amigo de duas famílias. Os estupros aconteciam em Colatina, no Noroeste do Estado, por mais de um ano e foram descobertos no último domingo (17) pelo avô de dois irmãos vitimados, que flagrou uma das tentativas de violência.

O flagrante aconteceu quando o avô foi buscar a criança mais velha na casa do agressor de 46 anos. No momento, o homem estava abraçando o menino por trás e tentando tirar o shorts dele. Acusado pelo idoso, ele se defendeu afirmando que estava apenas tentando recuperar o celular que o menor havia pego.

Avisada, a mãe do menino de 12 anos – e de um dos meninos de oito anos que também foi abusado – foi à casa do agressor tirar satisfações. No confronto com ela, o homem acabou admitindo os atos, embora os tenha negado inicialmente na delegacia. “Naquela hora meu mundo caiu. Ele destruiu a minha vida e a dos meus filhos”, disse bastante emocionada.

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Para poder registrar a ocorrência, os quatro meninos (dois de 8, um de 11 e outro de 12 anos) passaram por exames no Instituto Médico Legal (IML) que confirmaram as violências físicas e psicológicas no início da semana. Depois, já nesta quarta-feira (20), as duas mães prestaram depoimentos na Delegacia Regional de Colatina.

O homem foi preso enquanto trabalhava como cozinheiro em uma fábrica. Dentre os objetos apreendidos na casa dele estavam preservativos, gel íntimo, vídeos pornôs e filmes infantis. O acusado encontra-se no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Colatina desde esta quarta-feira (20) e deve ser encaminhado à Penitenciária de Viana.

INIMIGO PRÓXIMO

A fim de atrair os meninos para a casa em que morava, o homem de 46 anos oferecia alimentos, presentes e dinheiro. “Ele sempre nos ajudava e pedia para os meninos irem buscar. Ele fazia bolos para gente, ia nas festas, participava de tudo”, contou a mãe. “A gente gostava dele, não esperávamos que ele pudesse destruir duas famílias”, completou.

A mãe chegou a desconfiar no início, mas acreditou quando disseram para ela que o homem era de confiança. “Teve um tempo que o meu filho mais novo ficou agressivo, passou a bater nos amiguinhos e o desempenho na escola caiu. Perguntei para ele se estava acontecendo alguma coisa, mas ele nunca me falava nada”, contou.

Entre lágrimas, ela desabafou sobre como tem sido os últimos dias. “Eu me sinto culpada por ter acontecido isso com meus filhos e não ter visto a tempo de evitar. Eu não tenho vontade de trabalhar, de sair de casa. Eu só choro. Quando eu olho para os meus filhos, eu vejo ele [o agressor] cometendo o abuso”, revelou.

ALERTA

De acordo com o delegado Ricardo Barbosa, responsável pelo caso, o homem se passava por uma pessoa repleta de compaixão e é necessário atenção para evitar que novos casos como este aconteçam. “É preciso tomar cuidado com a liberdade que se dá aos filhos ao permitirem eles irem à casa de outras pessoas e também observar mudanças de comportamento como queda no desempenho escolar e maior agressividade”, alertou.

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