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Família crê que execução de servidor da Justiça tenha relação com trabalho

Parentes da viúva disseram que Cláudio Henrique Batista, de 42 anos, era assessor de juiz federal e que todos estão perplexos com o crime

Corpo de Cláudio Henrique Batista é velado na Capela Mortuária do Cemitério São José, em Linhares
Corpo de Cláudio Henrique Batista é velado na Capela Mortuária do Cemitério São José, em Linhares
Foto: Loreta Fagionato

Familiares do servidor da Justiça que foi assassinado na noite desta terça-feira (05), no bairro Colina, em Linhares, acreditam que a morte da vítima tenha relação com o trabalho. Cláudio Henrique Batista, de 42 anos, atuava como assessor de juiz na Justiça Federal do município.

Para o contador Claciomar Grassi, primo da viúva da vítima, foi muita surpresa saber da morte de Cláudio. “Ele era muito pacato, de alma leve, é difícil entender uma pessoa tão querida sofrer um crime tão bárbaro. Foi executado assim que chegou na casa dele, está todo mundo perplexo, sem entender. Nunca soubemos de ameaças, pela pessoa do Cláudio não dá pra imaginar qualquer tipo de maldade. É algo que precisa ser investigado, possivelmente é algo relacionado ao trabalho dele por ser assessor de juiz federal”, afirmou.

Ele era muito pacato, de alma leve, é difícil entender uma pessoa tão querida sofrer um crime tão bárbaro
Claciomar Grassi, primo da viúva da vítima

De acordo com o contador, o servidor federal morava em Linhares há cerca de 10 anos. O bairro onde aconteceu o homicídio é considerado nobre na cidade. Cláudio chegava em casa e sua esposa o aguardava. “Era o hábito deles caminhar. Minha prima aguardava ele chegar, na hora que ele chegou na garagem, ela escutou os disparos, viu que ele custou para entrar, até perceber o crime. Estamos no Brasil, esse país tão violento, onde a vida ficou banalizada. A Justiça tem que usar a inteligência para investigar esse caso”, pediu Glaciomar.

O comerciante Anderson Grassi, outro primo da viúva, também clamou por Justiça. “Um fato trágico como esse sempre vemos nos jornais. Mas quando sentimos na pele, vemos como está nossa sociedade. Vamos esperar que a Justiça seja feita”, ressaltou.

INVESTIGAÇÕES

Prédio da Justiça Federal em Linhares
Prédio da Justiça Federal em Linhares
Foto: Loreta Fagionato

Segundo a Polícia Militar, o homicídio aconteceu na Avenida Nogueira da Gama, na garagem da casa de Cláudio. A perícia informou que havia sete perfurações por arma de fogo no corpo da vítima. Fontes ligadas à polícia afirmaram que o assistente de juiz chegava na residência de carro quando foi surpreendido por dois homens que invadiram o local.

O caso é investigado pela Polícia Civil. Em nota, a PC informou que, até o momento, nenhum suspeito foi detido. O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Linhares e outras informações não serão repassadas agora para não atrapalhar o andamento das investigações. Denúncias podem ser feitas através do Disque-Denúncia 181 e pelo site disquedenuncia181.es.gov.br. O sigilo e o anonimato são garantidos.

A Polícia Federal também está envolvida no caso. Na delegacia e no prédio da Justiça Federal em Linhares, a movimentação de policiais federais é grande.

VELÓRIO

O velório de Cláudio é realizado desde a madrugada na Capela Mortuária do Cemitério São José, no bairro Novo Horizonte. O enterro será às 16 horas. Familiares contaram que a esposa da vítima esteve na 16ª Delegacia Regional de Linhares, durante a manhã, para prestar depoimento ao delegado.

NOTA DA JUSTIÇA FEDERAL

Em nota, a Justiça Federal do Espírito Santo lamentou a morte do funcionário público. “A Justiça Federal do Espírito Santo manifesta seu profundo pesar aos familiares e colegas do servidor Cláudio Henrique Batista, lotado na Vara Federal de Linhares, vítima de um crime ocorrido na noite de ontem, naquele município. A Direção do Foro da Justiça Federal informa que está acompanhando as apurações do ocorrido junto às autoridades competentes”, diz a nota.

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