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Por foto, mãe vê terço na mão do filho e reconhece corpo em Vitória

"Reconheci meu filho na hora, pois tinha o terço que ele usava. Dizia que era para proteção", contou a mãe

Shayllon Canuto da Silva, de 16 anos
Shayllon Canuto da Silva, de 16 anos
Foto: Glacieri Carraretto

Um terço pendurado na mão esquerda do filho foi o que ajudou uma mãe a identificar o filho, encontrado morto junto de um amigo, no início da manhã de segunda-feira (11), em uma fazenda, em Terra Vermelha, Vila Velha.

O estudante Shayllon Canuto da Silva, 16 anos, foi retirado de casa por homens armados, por volta das 20h de domingo (10). “Eu estava em casa quando começaram a atirar contra a casa. Foram muitos tiros. Meu filho estava sentado na entrada, mexendo no meu celular”, contou a mãe, de 37 anos.

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Foram mais de 50 tiros em frente à casa. A mãe e vizinhos fizeram buscas na região e ligaram para a polícia. Até meia-noite, o menor não havia sido localizado. Por volta das 7 horas desta segunda-feira (11), depois de deixar o filho caçula no colégio, ela foi à Delegacia de Desaparecidos, localizada no prédio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Vitória, para registrar a ocorrência.

Porém, ela foi chamada pelos policiais que apresentaram fotos do local onde foram encontrados dois corpos. “Reconheci meu filho na hora, pois tinha o terço que ele usava. Dizia que era para proteção”, contou a mãe. O estudante foi morto a tiros, assim como um colega dele, ainda não identificado pela polícia.

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A mãe de Shayllon contou que o filho não tinha envolvimento com nada de errado, que era prestativo e estudioso. “Ele ficava o dia todo na escola. Nas férias, me ajudava muito a cuidar da casa e sempre carinhoso comigo. Eu não ia para o trabalho sem ele me dar um beijo e um abraço. Não sei como vai ser minha vida”, lembrou a mãe aos prantos.

A outra vítima, que é amigo de Shayllon, morava no mesmo bairro do estudante. Porém, até o final da tarde, o corpo não havia sido identificado no Departamento Médico Legal (DML), em Vitória.

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O caso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, onde serão apuradas a autoria e motivação dos assassinatos. Até o fechamento desta edição, nenhum suspeito havia sido detido.

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