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Quadrilha compra dinheiro falso via Correios e revende no WhatsApp

A ideia dos criminosos era usar as notas falsificadas, que chegavam pelos Correios, para fazer compras em comércios. Após receberem o dinheiro, que vinham em notas de R$ 20 e R$ 10, eles revendiam para outros criminosos até mesmo em grupos de Whatsapp

Foto: Divulgação | PC

A Polícia Civil identificou e prendeu em Vila Velha e Vitória uma quadrilha que comprava dinheiro falso de São Paulo. A ideia dos criminosos era usar as notas falsificadas, que chegavam pelos Correios, para fazer compras em comércios. Após receberem o dinheiro, que vinham em notas de R$ 20 e R$ 10, eles revendiam para outros criminosos até mesmo em grupos de WhatsApp. 

De acordo com o delegado Diego Bermond, titular da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc), a quadrilha foi identificada após a prisão de traficantes em uma operação realizada no dia 7 de fevereiro deste ano, considerada a maior apreensão de drogas sintéticas da Polícia Civil no Estado. Na ocasião, dois homens foram detidos em Vila Velha. Com eles, estavam 1.115 micropontos vendidos como LSD, além de 383 comprimidos, repassados como ecstasy.

"Identificamos que um dos detidos na operação do dia 7, Diego Renato, havia feito o pedido do dinheiro falso para criminosos de São Paulo. Como ele foi preso, o comparsa dele identificado como Flávio Oliveira Avanza, de 20 anos, tomou a frente da aquisição das notas falsificadas já encomendadas. Investigamos e Flávio foi detido na tarde da última quinta-feira (15) no salão de cabeleireiro que é dono, em Soteco. Ele não portava as notas, mas confessou tudo e indicou os outros cúmplices", contou o delegado. 

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A polícia identificou que quem fazia as negociações com o criminoso de São Paulo, que vendia as notas falsas, era o cabeleireiro Julio Cezar Couto de Oliveira, de 33 anos.  Ele foi preso na rua portando 3 mil reais no bairro Divino Espírito Santo. Além da quantia, R$ 5.800 foram encontrados no apartamento onde morava. Segundo a polícia, Julio Cezar fazia a intermediação com outros criminosos que queriam comprar as notas falsas. 

A partir daí, a equipe da Denarc foi ao encontro de Rafael Soares Tomazin, de 22 anos e Gabriel Heleno Cassim Lacerda Moreira, de 18 anos, acusados de comprar parte do dinheiro falso. Com Rafael foi encontrada a quantia de R$ 3.500 em notas falsas. Ele estava em frente a casa de Flavio, em Cocal, quando foi detido. Já com Gabriel, foi localizada a quantia de R$ 750 falsificados. Ele foi detido no trabalho, uma empresa do ramo alimentícios que pertence ao pai dele, no Centro de Vitória. O delegado explicou como funcionava a compra e venda de notas falsas. 

"Com R$ 1 mil o Julio Cezar comprava R$ 10 mil falsificados. Depois ele revendia R$ 5 mil em notas falsas por R$ 1 mil. Ou seja, ele recuperava o dinheiro que gastou e ainda ganhava R$ 1 mil a mais. As investigações mostram que ele revendia para  Flávio, Rafael e Gabriel, além de outros criminosos até mesmo através de grupo no Whatsapp", explica. 

O delegado contou, ainda, que todos os detidos confessaram o crime e ainda explicaram o que fariam com as notas falsas: Eles pretendiam fazer lavagem do dinheiro em compras feitas em comércios de São Paulo. Mas para Diego Bermond, muito provavelmente as notas falsas também seriam usadas em estabelecimentos capixabas. 

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"Como o crime de moeda falsa é federal, nós iniciamos a investigação mas o trabalho será concluído pela Polícia Federal. Iremos dar a apoio a PF para tentar identificar os outros integrantes da quadrilha, além do fabricante, que possivelmente é de São Paulo. Os detidos foram autuados em flagrante por associação criminosa e moeda falsa. Todos eles confessaram".

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