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Homem que sequestrou casal pode ter feito outras vítimas em Aracruz

Casal teve mais de R$ 145 mil de prejuízo com o crime

Jocelma Loureiro Vergnia e o aposentado Genésio Lazzarine Gregório
Jocelma Loureiro Vergnia e o aposentado Genésio Lazzarine Gregório
Foto: Montagem | Gazeta Online

A dona de casa Jocelma Loureiro Vergnia, de 35 anos e o aposentado Genésio Lazzarine Gregório, de 49 anos também podem ter sido vítimas do sequestrador Bruno Felipe de Jesus Santana, de 21 anos, preso nesta quinta-feira (21), em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. O casal foi vítima de um sequestro no dia 19 de fevereiro deste ano. Eles passaram mais de cinco horas em poder de criminosos em um cativeiro também em Aracruz.

Em entrevista à reportagem do Gazeta Online, Jocelma contou que três criminosos armados e encapuzados invadiram a residência do casal que fica na Avenida que liga Aracruz a Guaraná, por volta das 19h. Violentos, os bandidos renderam ela e o marido e roubaram vários pertences. “Eles levaram uma grande quantia em dinheiro, por volta de 30 mil reais, a Hilux no valor de R$ 115 mil que tínhamos comprado há 15 dias, joias, notebook, televisão, algumas peças de roupa, perfumes e óculos”, contou a dona de casa.

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O casal foi amarrado pelos criminosos e tiveram os rostos cobertos com peças de roupas e levados na própria caminhonete, uma Hilux de placa ODP1A06, até um matagal. Lá os sequestradores trocaram de carro e seguiram até o cativeiro em um veículo menor. A Hilux foi levada para outro local e ainda não foi localizada.

A semelhança entre os sequestros levaram Jocelma e Genésio a procurarem a Delegacia de Aracruz nesta quinta-feira (21). Eles fizeram o reconhecimento do sequestrador Bruno Felipe, que segundo eles, pode ter relação com o crime no qual foram vítimas.

A gente foi na delegacia para fazer o reconhecimento. Eu fiz o reconhecimento da foto e o rapaz é muito parecido. É claro que sob emoção a gente pode tá fazendo confusão, mas a foto é muito parecida com a pessoa que eu vi dirigindo a caminhonete”, explicou. “Quando teve a história do sequestro a gente ligou uma coisa a outra e procuramos a delegacia

CINCO HORAS EM CATIVEIRO

Em poder dos bandidos, o casal ficou preso em um cativeiro no meio do mato. Eles foram libertados por volta das 00h30 do dia 20 de fevereiro. “Um deles ficou com a gente durante três horas no cativeiro nos vigiando. Na hora que o sequestrador liberou a gente ele disse: ‘eu vou embora e daqui dez minutos vocês podem ir. Logo aqui em cima tem a BR’”, relatou Jocelma sobre o crime.

Segundo a dona de casa, assim que conseguiram tirar os tecidos que cobriam o rosto de cada um, eles seguiram até a rodovia para pedir ajuda. De acordo com Jocelma, alguns carros de passeio não pararam com medo e que só receberam socorro de um ônibus que estava a serviço de uma empresa privada. Em uma foto, é possível ver como estava o casal após serem libertados. Eles seguiram até a Vila de Barra do Riacho onde acionaram um amigo e depois foram até a delegacia.

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Jocelma disse ainda que o delegado trabalha agora com a possibilidade de ser o mesmo sequestrador. “A diferença desse sequestro é que tinham duas pessoas, no nosso foram três ou mais”, contou.

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