Notícia

PM dá tiros para o alto e agride dono de bar em Jardim Camburi

O militar foi levado para a Delegacia Regional de Vitória depois de dar coronhadas no dono do estabelecimento por não concordar com o valor da conta

A ocorrência foi registrada na 1ª Delegacia Regional de Vitória
A ocorrência foi registrada na 1ª Delegacia Regional de Vitória
Foto: Edson Chagas | Arquivo

Um policial militar da Companhia Independente de Missões Especiais (Cimesp) foi preso durante a madrugada desta terça-feira (2), em um bar de Jardim Camburi, Vitória, depois de não concordar com o valor cobrado na comanda e iniciar uma briga no local, além de efetuar disparos. A PM foi acionada e o militar foi encaminhado à Delegacia Regional de Vitória.

Lucas de Figueiredo Pereira, 33 anos, estava no local bebendo e jogando pôquer com amigos. De acordo com o dono do bar, no momento em que o PM foi pagar a conta, ele não concordou com o valor cobrado, se revoltou e começou a discutir com as pessoas que estavam no bar, sacou a arma, agrediu o dono do estabelecimento com coronhadas na cabeça e deu tiros para o alto.

DEPOIMENTO

Em depoimento, o dono do bar, de 49 anos, disse que o policial, na hora de pagar a conta, não concordou com o valor. O comerciante afirmou que o policial consumiu 16 garrafas de cerveja, que somaram R$ 180, mas o PM teria afirmado só ter consumido 11 garrafas. O comerciante chegou a mostrar para ele as garrafas vazias, mas, mesmo assim, ele não aceitou, deu uma coronhada e um soco no nariz do comerciante e atirou para o alto.

Ainda em depoimento, o dono do bar contou que, depois de ser agredido, o militar correu atrás dele em direção à cozinha do bar, o ameaçando de morte. O homem conseguiu trancar a porta e saiu correndo pela porta da frente. Foi quando conseguiu acionar a Polícia Militar, e uma viatura foi até o local.

AUTUAÇÃO 

A PM foi acionada e Lucas foi detido e levado para a Delegacia Regional de Vitória. A arma que estava com ele, uma pistola 9 milímetros, foi apreendida pelos policiais que atenderam a ocorrência. Ele foi levado para a delegacia, a princípio, pela agressão ao dono do bar e também por disparo de arma de fogo.

Na delegacia, Lucas se reservou no direito de só falar em juízo e não quis depor. O militar foi autuado por disparo de arma de fogo, lesão corporal, ameaça e encaminhado ao quartel da PM, em Maruípe, pela Corregedoria. 

POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil informa que o conduzido foi autuado em flagrante por disparo de arma de fogo, ameaça e lesão corporal, e foi encaminhado ao presidio.

 

 

POSICIONAMENTO DA PM

A Polícia Militar, em nota, informa que a conduta esperada de seus integrantes é a de agente promotor da paz social e ressalta veementemente que não coaduna com ações ilegais, que exponham ao risco pessoas inocentes.

O ocorrido será analisado através do devido processo legal para que as circunstâncias sejam avaliadas adequadamente.

Com informações de Daniela Carla, da TV Gazeta

NO RIO, PM FOI PRESO APÓS AGREDIR MULHER POR ERRO EM LANCHE

Policial militar agride funcionária de lanchonete após erro em seu pedido, em Curicica, na zona oeste do Rio de Janeiro
Policial militar agride funcionária de lanchonete após erro em seu pedido, em Curicica, na zona oeste do Rio de Janeiro
Foto: Reprodução/TV Globo

Em uma situação parecida, mm policial militar que trabalha no 9º Batalhão do Rio de Janeiro foi preso no dia 21 de março, sob a acusação de agredir uma mulher que trabalha em uma lanchonete de Curicica, na zona oeste do Rio, por causa de um problema no atendimento. A agressão foi registrada pela câmera de segurança da lanchonete. O PM arrastou a mulher pelos cabelos e a agrediu violentamente. A vítima desmaiou e levou três pontos na cabeça.

Segundo a vítima narrou à Polícia Civil, a mulher do PM Augusto Cesar Lima Santana usou um aplicativo de celular para pedir um lanche nesse estabelecimento comercial. A comida encaminhada foi diferente do pedido, e o policial ligou para reclamar. Houve uma discussão por telefone e, segundo a vítima, o homem disse que era delegado da Polícia Federal (PF), fez xingamentos e disse que iria buscar a atendente numa viatura da PF.

“Ele chegou rendendo os motoboys (que estavam na porta da lanchonete) com uma arma. Depois foi até o balcão, e aí já começaram as agressões”, narrou a vítima à TV Globo. “Ele já virou a mão na minha cara, me pegou dentro do balcão, me arrastou pelo cabelo até a calçada, e deu chute na costela, chute na cara. Botou a arma na minha cabeça, botou a arma no meu pescoço, enfim. Eu desmaiei, não me lembro de mais nada”, afirmou.

Santana foi preso em flagrante depois de prestar depoimento à 32ª DP (Taquara). Segundo o delegado Maurício Mendonça, responsável pelo caso, o policial alegou que a funcionária do estabelecimento errou ao atender seu pedido e que isso o deixou descontente. Ele pode ser condenado pelos crimes de lesão corporal, injúria, ameaça e falsa identidade – por ter se passado por delegado da Polícia Federal, segundo a vítima.

 

 

 

 

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