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Penas de acusados de matar PM na Serra ultrapassam 20 anos de prisão

Três acusados do crime já foram condenados em fevereiro deste ano; nesta quarta-feira, outros seis acusados foram julgados: cinco deles foram condenados e um foi absolvido

Ítalo Bruno Rocha, policial militar do GAO morto em baile funk no bairro Jarim Carapina
Ítalo Bruno Rocha, policial militar do GAO morto em baile funk no bairro Jarim Carapina
Foto: Reprodução

Cinco de seis acusados de envolvimento no assassinato do policial militar Ítalo Bruno Pereira Rocha, de 25 anos, em 2015, em Jardim Carapina, na Serra, que estavam sendo julgados no início desta semana, foram condenados pela Justiça a penas que passam de 35 anos de prisão. Dos réus, apenas Roberto Carlos Lourenço Cezar foi absolvido dos crimes e será solto.

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Ítalo foi executado a tiros e pedradas no bairro Jardim Carapina, na Serra, na Grande Vitória, no dia 30 de agosto de 2015. Outro PM estava com Ítalo e foi baleado no braço. Ele e um amigo, também soldado da Polícia Militar, foram ao local encontrar duas jovens e foram surpreendidos por criminosos nas proximidades de um baile funk. O amigo de Ítalo escapou com um ferimento no braço. Ítalo acabou sendo rendido por um grupo de criminosos. Câmeras de videomonitoramento registraram o crime.

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O julgamento foi realizado no Fórum Criminal da Serra. Yago Ribeiro Chaves foi condenado a 34 anos e cinco meses de reclusão; Leonardo Siqueira de Oliveira foi julgado a 31 anos e seis meses; Weverton Siqueira foi condenado a 21 anos de prisão; Ruan Carlos Alves Rodriques pegou a maior pena entre os cinco condenados, de 36 anos e dois meses de reclusão; e Eduardo Vinicius Gonçalves Moreira recebeu a pena de 28 anos de reclusão.

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Roberto Carlos Lourenço Cezar foi absolvido de todos os crimes ao qual estava sendo julgado e já teve o alvará de soltura expedido pela Justiça.

A CONDENAÇÃO DE CADA UM

- Yago Ribeiro Chaves - 34 anos e cinco meses

- Leonardo Siqueira De Oliveira - 31 anos e seis meses

- Weverton Siqueira - 21 anos

- Ruan Carlos Alves Rodrigues - 36 anos e dois meses

- Eduardo Vinicius Goncalves Moreira - 28 anos

- Roberto Carlos Lourenco Cezar - Absolvido de todos os crimes

OUTRAS CONDENAÇÕES

Três acusados de assassinar o soldado Ítalo Bruno Pereira Rocha, de 25 anos, foram condenados pelo crime em fevereiro deste ano. Após dois dias de julgamento, o júri popular decidiu pela condenação de Alessandro Guimarães de Oliveira e os irmãos gêmeos Fabrício Barbosa da Cruz e Fábio Barbosa da Cruz. Os gêmeos foram presos no dia seguinte do crime pela equipe coordenada pelo delegado Rodrigo Sandi Mori, na época no plantão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Já Alessandro foi preso em Minas Gerais meses depois.

Alessandro foi um dos acusados que tomou a arma do soldado e atirou nele após dar coronhadas. Ele foi sentenciado a 41 anos de reclusão. Já os gêmeos foram acusados de atirar pedras na vítima. Fábio foi condenado a 17 anos de reclusão e o irmão dele, Fabrício, a 38 anos.

O julgamento também absolveu Weverton Silva Rodrigues, 21 anos. Mais seis pessoas responderam por participação na morte do soldado e devem ser julgadas até a metade do ano de 2019.

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