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"Queria encontrá-la viva", diz pai de menina morta em Colatina

Brenda Marque Feitosa, de 14 anos, foi encontrada morta e enterrada no bairro Vicente Soella III, em Colatina, Noroeste do Espírito Santo

A adolescente Brenda Marques Feitosa, de 14 anos, foi encontrada morta após dois dias desaparecida, em Colatina
A adolescente Brenda Marques Feitosa, de 14 anos, foi encontrada morta após dois dias desaparecida, em Colatina
Foto: Acervo Pessoal

“Sai às 5h procurando por ela. Quando voltei às 15h, sem resultado, uma mulher veio correndo e me disse que haviam encontrado o corpo de uma menina. Tinha esperanças que não fosse ela. Queria encontrá-la viva”. Foi assim que o costureiro Ademir Feitosa Soares resumiu a última segunda-feira (20), dia em que a filha Brenda Marques Feitosa, de 14 anos, foi encontrada morta e enterrada no bairro Vicente Soella III, em Colatina, no Noroeste do Estado.

Dois dias antes da localização do corpo, no sábado (18), a adolescente buscaria um perfume e a pensão alimentícia na casa do pai. “Na sexta-feira à noite, ela me ligou e perguntou se poderia vir. Falei para passar de manhã e esperei até as 10h. Como ela não apareceu, saí para comprar algumas coisas na rua. Uma hora depois, me ligaram procurando por ela, dizendo que havia roupas no chão do quarto e que a cama dela estava desarrumada”, contou.

A

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preocupação aumentou quando as ligações para o celular de Brenda caíram direto na caixa postal. “Achei estranho, porque o aparelho nunca fica descarregado, até porque ela usa muito o telefone”, comentou. No domingo (19), Ademir registrou o desaparecimento da filha na 15ª Delegacia Regional, em Colatina, e começou a buscar por ela. “Cada um me dava uma pista e eu ia tentando encontrá-la”, disse.

A notícia de que Brenda poderia ser a menina encontrada morta chegou após buscas no bairro Ayrton Senna. “No final da manhã de segunda-feira, me disseram que o último sinal do celular dela teria sido em um sítio. Eu e mais 15 pessoas fomos para lá e pedimos autorização para procurá-la aos donos da fazenda, que também nos ajudaram”, explicou. “Infelizmente, não a encontramos e foi logo depois que me ligaram falando do corpo achado”, completou.

OBEDIENTE E TRANQUILA

Separado da mãe de Brenda há mais de dez anos, Ademir disse que a filha era bastante obediente. “Ela era maravilhosa. Quando vinha aqui em casa e eu dizia algo sobre ir comer, tomar banho ou dormir, ela nunca me desobedecia. Já ouvi que ela às vezes dava trabalho para minha ex-mulher, mas nunca tive esse problema”, lembrou. “Ela não conversava tanto comigo, mas era um amor de pessoa, não sei de nenhum motivo para que fizessem o que fizeram com ela”, garantiu.

SUPOSTO NAMORADO

Assim como consta no Boletim Unificado (BU), Ademir confirmou que foi até a casa de um suposto namorado de Brenda. “Não consegui conversar com ele, porque a mãe do menino não deixou, mas garantiu que ele vivia para ela”, contou. “Eu fiquei sabendo desse namoro no dia do desaparecimento. Descobri que a mãe dela não apoiava, mas não sei muitos detalhes do relacionamento”, explicou Ademir.

NA ESPERANÇA DE RESPOSTAS

Depois de confirmada a morte da filha de apenas 14 anos, Ademir ainda aguarda que a verdade venha à tona. “Estou ouvindo muitas coisas a respeito, mas não sei o que é mentira ou não. Tudo que eu quero é que a história do que aconteceu seja esclarecida e que o culpado seja identificado e punido”, disse. “Sei que isso vai acontecer, porque tenho fé em Deus. Essa esperança, eu ainda não perdi”, finalizou.

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