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"Cumpriu missão linda aqui na terra", diz esposa de pastor morto na Serra

Durante velório do pastor Fernando Pissarra, a mulher dele desabafou sobre a perda do religioso. "Que dos olhos patentes do Senhor nada passe", disse

 Fernando Lúcio Pissarra (em destaque) foi assassinado na porta de casa
Fernando Lúcio Pissarra (em destaque) foi assassinado na porta de casa
Foto: Bernardo Coutinho

“Que dos olhos patentes do Senhor nada passe. Um marido exemplar, maravilhoso, amoroso. Perdi um pai, um amigo, um irmão, tudo que pensar”. Essa foi a definição feita pela esposa do pastor Fernando Pissarra, 58 anos, morto a tiros após abrir a igreja, em São Marcos, a Serra, na noite de domingo. A professora Sara Pissarra disse que o marido fará falta aos que o amavam. “Cumpriu uma missão linda aqui na terra, mas que deixou um buraco muito grande em quem ama ele de verdade”, completou.

Ela foi amparada por amigos e familiares durante o enterro do marido, na tarde de segunda-feira, no cemitério de Serra-Sede.

Uma das filhas, a química Fernanda Pissarra, 21 anos, descreveu o pai como uma pessoa honesta e que dedicou a vida à ajudar pessoas. “Meu pai era a pessoa mais honesta que eu conheço, sempre gostou das coisas certas na vida. E sempre foi meu exemplo. Foi mas deixou um legado muito bonito: de professor, pastor, pai e já teve uma ONG também onde ajuda várias pessoas. A vida inteira dele foi dedicada para ajudar os outros, um coração gigante. Foi uma injustiça que não tem explicação o que fizeram com ele”, contou a filha.

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Mulher de pastor assassinado é amparada na Serra
Mulher de pastor assassinado é amparada na Serra
Foto: PAULO CORDEIRO/TV GAZETA

Fernanda estava em casa quando o pai foi morto e chegou a ouvir os disparos e chegou a se esconder embaixo da cama. “Passamos o dia todo juntos, ajudei ele a fazer os trabalhos da faculdade. Eu saí pra trabalhar, dar aula, e quando eu voltei, eu estava sozinha em casa, ouvi os três disparos e a porta da cozinha abrindo. Corri pra debaixo da cama, pensei ‘tá aqui dentro’. Fiquei debaixo da cama esperando aí, eu vi que não tinha som de passos. Levantei e fui para a cozinha, de onde escutei os disparos. Cheguei lá e encontrei com ele, gritei e meu primo chegou. Tentei aferir batimentos, mas ele já não tinha mais. Mesmo assim, meu primo socorreu ele pra UPA”, lembrou a jovem.

Ao ser questionada se havia algum motivo para o crime, Fernanda foi enfática: “Não temos ideia do que houve, estamos sem entender. Acho que as pessoas não gostam de pessoas boas”, afirmou a filha do pastor.

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