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Homem morre espancado e suspeitos são detidos pelo secretário de Segurança

O caso aconteceu no final da orla da Praia da Costa, em Vila Velha

Homem é morto na Praia da Costa, em Vila Velha
Homem é morto na Praia da Costa, em Vila Velha
Foto: Fernando Madeira

Um homem ainda não identificado morreu após ser espancado por dois rapazes na Curva da Sereia, na Praia da Costa, em Vila Velha, na noite deste sábado (01). Após o crime, os agressores fugiram, mas foram capturados logo em seguida pelo secretário de Segurança do Estado, Roberto Sá, que caminhava no calçadão no momento da ocorrência.

Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 18h40. Testemunhas teriam afirmado que a vítima portava uma faca e foi agredida várias vezes por outros dois homens com um pedaço de madeira. Em seguida, os agressores correram em direção ao Morro do Moreno.

O secretário de Segurança, que caminhava próximo ao local, foi informado por populares do que havia acontecido e perseguiu a pé os suspeitos. “Ouvi gritos enquanto caminhava e fui atrás dos indivíduos caminhando e, ao mesmo tempo, telefonando para pedir reforço de uma viatura”, afirmou Roberto Sá.

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Os rapazes desconfiaram, começaram a correr e entraram na mata próxima ao Morro do Moreno. Em seguida, o subtenente da Polícia Militar, Paulo Eduardo de Oliveira Braga, que passeava com a filha pela região, ouviu alguns gritos e viu o secretário correndo. Ele foi até o prédio onde mora, pegou uma motocicleta e foi atrás do secretário. “Um rapaz disse que mataram uma pessoa. Peguei minha moto e imaginei a direção que eles estivessem ido”, contou o subtenente.

Chegando ao local, enquanto o secretário falava ao telefone com a PM, a dupla saiu do mato e foi detida.

Ao voltar ao local do crime, foi constatado que a vítima estava morta. Segundo testemunhas, o Samu foi acionado e tentou reanimar a vítima, mas sem sucesso. Os suspeitos foram presos em flagrante por homicídio e encaminhados para a delegacia.

Moradores contaram à reportagem que ouviram gritos e uma grande movimentação na região. “Eu estava assistindo televisão e ouvi o barulho da viatura. Quando desci, vi que o Samu já estava tentando reanimá-lo. O vigia que estava aqui no prédio falou que ouviu gritos e viu os dois caras correndo”, relatou uma moradora que prefere não se identificar.

RAPAZES DIZEM TER SOCORRIDO MULHER

À Polícia Militar, os suspeitos de agressão contaram que viram o homem discutindo com uma mulher. Atordoados com a situação, a dupla diz que discutiu com ele. Foi aí que o homem teria saído do local e voltado com uma faca em mãos. Para se defender, segundo o relato dos suspeitos, eles pegaram um pedaço de madeira e desferiram golpes contra a cabeça da vítima.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que a ocorrência estava em andamento no plantão vigente do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

"ESTAVA CAMINHANDO NA PRAIA E OUVI GRITOS"

O secretário de Segurança do Estado, Roberto Sá, contou que estava caminhando na Praia da Costa quando viu a movimentação e decidiu ir atrás dos suspeitos.

O que aconteceu?

Eu estava fazendo uma caminhada na praia e ouvi alguns gritos de que alguém teria sido agredido. Uma pessoa me falou que dois indivíduos agrediram um cidadão e correram.

Qual foi a sua reação ao perceber o que estava acontecendo?

Eu vi os dois correndo e tentei fazer uma perseguição aos autores do crime. Comecei a monitorar, caminhando atrás deles e telefonando pra polícia. Nisso, eles desconfiaram e correram. Eu fui atrás, mas eles dobraram uma curva, sumiram e se esconderam no mato (na região do Morro do Moreno).

Você contou com o auxílio de alguém?

Enquanto eu procurava, parou uma pessoa de motocicleta, perguntando se eu precisava de alguma coisa. Era um policial, que me ajudou.

Aonde os dois bandidos estavam?

Eles estavam no mato. Nós visualizamos eles saindo. Fomos na captura e conseguimos alcançá-los. Nós efetuamos a abordagem e a prisão.

Como o senhor avalia essa situação, já que estava fazendo apenas uma caminhada e se deparou com o crime?

Eu lamento que pessoas se envolvam em ocorrências que levam à morte de alguém. A gente lamenta, porque lutamos dia e a noite para ter um país mais justo, menos violento. A gente só tem que lamentar que esses crimes banais ainda acontecem.

 

 

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