Notícia

Major da PM bate com carro oficial e escapa sem fazer bafômetro

Major Almir Alves Barbosa da Cruz, que apresentava sinais de embriaguez, saiu dirigindo o carro após se recusar a fazer o bafômetro

22/06/2019 - Av. Dante Michelini, na altura do Posto 1, na orla de Camburi, em Vitória
22/06/2019 - Av. Dante Michelini, na altura do Posto 1, na orla de Camburi, em Vitória
Foto: Google Maps

Atualização: inicialmente foi noticiado que o acidente ocorreu na madrugada deste sábado (22), mas a informação oficial é de que o caso aconteceu na madrugada da última quinta-feira (20). A informação foi corrigida às 16h20. 

Um major da Polícia Militar, de 43 anos, fugiu após se envolver em uma batida de carro, por volta das 3h50 de quinta-feira (20), na Avenida Dante Michelini, na altura do Posto 1 da orla da Praia de Camburi, em Jardim da Penha, Vitória. Ele apresentava sinais de embriaguez, dirigia um carro da Casa Militar e se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Segundo o registro feito pelo Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), o major Almir Alves Barbosa da Cruz guiava a caminhonete Fiat Toro de placas ORG5G39, cor branca, que pertence à Casa Militar do Espírito Santo. Ele seguia pela via no sentido Praia do CantoJardim Camburi e colidiu na traseira do veículo modelo Chevrolet Ônix, cor preta, que estava à frente.

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Policiais do Batalhão de Trânsito estiveram no local e reportaram ao Comandante de Policiamento da Unidade (CPU) do 1º Batalhão da Polícia Militar que o major aparentava sinais de embriaguez. O CPU do Batalhão de Trânsito foi ao local para averiguar os fatos.

No entanto, o próprio Major entrou em contato telefônico com Centro de Operações Policiais Militares (COPOM) e exigiu que um policial mais antigo acompanhasse a ocorrência do Batalhão de Trânsito, como descreve o registro do Ciodes: "Neste interim, o Major Almir realizou contato com o COPOM, aparentando voz alterada. Objetivando o acompanhamento da ocorrência por oficial mais antigo". Porém, o atendente não conseguiu contato com o Oficial Superior escalado de serviço.

O Ciodes entrou em contato com oficial a frente do Comando de Policiamento Ostensivo Metropolitano (CPOM) e da corregedoria da corporação. A determinação foi de que o Major Almir realizasse o teste do bafômetro e demais orientações da guarnição de Trânsito.

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Contrariando a orientação, o major assumiu a direção da caminhonete e deixou o local. Após essa situação, o condutor do Ônix realizou teste do bafômetro que apontou negativo para a ingestão de álcool. Ele também deixou o local alegando que combinou com o Major Almir de que seria ressarcido dos danos ao carro pelo militar.

OS ENVOLVIDOS

A equipe de reportagem tentou contato com o dono do Ônix. Todas as ligações caíram caixa postal. Também foi realizado contato com o Major Almir por dois números telefônicos. Um dos telefones dava apenas caixa postal. Já no outro número – que consta no boletim de ocorrência -, a ligação foi atendida mas, após a identificação da reportagem, o atendente disse que era engano e o telefone pertencia à outra pessoa.

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CORPORAÇÃO

Por meio de nota, a assessoria da Polícia Militar informou que "as medidas penais e administrativas referentes ao acidente em questão, e à negativa do militar em submeter-se ao teste de alcoolemia, já estão sendo adotadas".

A nota também descrevia que a corporação não apoiava a conduta do Major Almir. "A Polícia Militar do Estado do Espírito Santo e a Casa Militar não coadunam a conduta do oficial e afirmam que irão apurar os fatos e suas circunstâncias de acordo com a legislação vigente e com a imparcialidade que o caso exige", descrevia.

 

 

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