Notícia

Teve bolsa com pertences roubados em assalto? Saiba como proceder

Em caso de chaves roubadas, o delegado Henrique Vidigal, titular da Delegacia Especializada de Segurança Patrimonial, disse que vale até trocar a fechadura de casa

Uma câmera de segurança (veja vídeo acima) registrou o momento em que uma mulher teve a bolsa levada por assaltantes enquanto caminhava em uma calçada na Rua Aleixo Neto, na Praia do Canto durante a tarde desta segunda-feira (17).

Poucas horas antes, os mesmo bandidos roubaram o carro que usaram neste crime de um idoso, na Ilha de Santa Maria, em Vitória. O veículo foi encontrado no mesmo dia, já a bolsa, não. E o que fazer em caso de assaltos como esse, em que se perde documentos, cartões de crédito, comprovantes de residência e até as chaves de casa?

> O CASO: Bandidos usam carro de idoso para assaltar na Praia do Canto

O delegado Henrique Vidigal, titular da Delegacia Especializada de Segurança Patrimonial, conversou com a equipe do Gazeta Online e pontuou orientações importantes e que, talvez, não passem pela cabeça das vítimas de furto e roubo. Uma delas é trocar a fechadura, além de evitar exposição em redes sociais.

190 E B.O

O boletim de ocorrência é o que passa primeiro na cabeça das pessoas, e é realmente o correto a se fazer. No caso do roubo do carro, como aconteceu nesta segunda-feira, o delegado explica que importante acionar o mais rápido o possível o 190, então a identificação do veículo irá ser incluída no sistema de videomonitoramento das Guardas Municipais, e isso facilita a recuperação do veículo.

Outro passo principal é ir até uma delegacia para registrar o boletim de ocorrência (B.O). Em casos como o da mulher assaltada, serão registrados todos os objetos que estavam dentro da bolsa. Com o registro para assegurar a vítima, as segundas vias, tanto de documentos quanto de cartões, não serão cobradas.

FALSA COMUNICAÇÃO DE CRIME

Neste passo o delegado também fala sobre a chamada Falsa Comunicação de Crime, que é uma infração com pena de 1 a 6 meses e multa, que será definida pelo juiz.

"Já houve alguns crimes desse tipo com pessoas que vão à delegacia dizendo que foram roubadas quando, na verdade, perderam o documento ou o cartão de crédito e fazem isso para economizar, já que com o comprovante do B.O não é necessário pagar a segunda via, mas isso também é um crime, chamado Falsa Comunicação de Crime. Nós alertamos às pessoas para que evitem fazer isso. A pena é de detenção de um a seis meses, além de multa aplicada pelo juiz durante o julgamento do processo", explica Vidigal.

O delegado explica ainda que, assim que for possível, a vítima de roubo entre em contato com bancos para o bloqueio de cartões de crédito de imediato e, depois do boletim registrado, aí sim, formalizar a situação com o banco e solicitar os novos cartões.

> O celular foi roubado? Veja como obter o número do IMEI para bloqueá-lo

TROCA DE FECHADURAS

Ao ter as chaves de casa levadas durante um crime, delegado orienta que fechaduras sejam trocadas
Ao ter as chaves de casa levadas durante um crime, delegado orienta que fechaduras sejam trocadas
Foto: Reprodução/Pixabay

Um passo muito importante explicado pelo delegado Henrique, e que talvez não passe muito pela cabeça de quem sofre um assalto, é a troca de fechaduras. Pensando na probabilidade das chaves de casa estarem dentro da bolsa, além da possibilidade de haver, em meio aos pertences levados, um comprovante de residência, a internet também torna fácil encontrar registros a partir do nome, que estará nos documentos, fazendo com que o criminoso possa ir até a pessoa.

Sem sombra de dúvidas a troca de fechaduras é muito importante. Hoje em dia não se precisa de muita cosia para saber onde a pessoa mora, porque há vários meios de descobrir, as vezes se consegue ver por Facebook e, se o meliante levou a chave com um documento de identificação ou comprovante de residência, é uma recomendação imprescindível fazer a troca
Delegado Henrique Vidigal

EXPOSIÇÃO EM REDES SOCIAIS

Depois de um assalto, tanto para avisar amigos e familiares, recuperar contatos ou outros motivos, quem usa rede social geralmente publica algo relacionado ao crime, mas o delegado também diz que isso não é aconselhável e frisa os posts feitos em grupos grandes, em que nem todos os membros são conhecidos. Um dos riscos neste caso são aqueles trotes que tem como objetivo extorquir a vítima a partir de uma falsa informação de sequestro, por exemplo.

"Aqueles trotes acontecem quando a pessoa é assaltada e publica em grupos de redes sociais. Ela se expõe, e também não há como saber se um criminoso esta nesse grupo. A gente aconselha que não haja exposição em local público nenhum", explica. 

 

 

Ver comentários