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Mortes em Viana: ex-assessor de vereador e amigo estão foragidos

Estão foragidos Lucas Freire Silva, de 18 anos e Aleandro Ribeiro Soares, 40. O terceiro envolvido no triplo assassinato, Breno Rocha da Silva - o Ceará -, 21, já está preso desde março deste ano

Aleandro Ribeiro Soares (Burrão), e Lucas Freire Silva (Luquinhas) estão foragidos da polícia
Aleandro Ribeiro Soares (Burrão), e Lucas Freire Silva (Luquinhas) estão foragidos da polícia
Foto: Divulgação | Polícia Civil

Um ex-assessor de vereador e um amigo dele são procurados pela polícia sob acusação de matar três pessoas no bairro Jucu, em Viana, no dia 30 de janeiro.

Estão foragidos Lucas Freire Silva, de 18 anos e Aleandro Ribeiro Soares, 40. O terceiro envolvido no triplo assassinato, Breno Rocha da Silva - o Ceará -, 21, foi preso na segunda-feira (15) por policiais militares da 11ª Companhia Independente da Polícia Militar. 

Em 22 de março, a PM já havia apreendido uma das armas usada no crime - uma pistola calibre 9 mm - , que estava enterrada no quintal da casa de Lucas, no bairro Universal, no mesmo município. Para localizá-la, foi necessário a presença do cão da Companhia Independente de Operações com Cães (Cioc), além de exame de microcomparação balística para comprovar que ela havia sido usada no assassinato.

O CRIME

O dono da boca de fumo da região, Alcimar Ribeiro Soares - o Cisso, foi preso em abril de 2018 e passou a chefia do ponto para Fabrício de Azevedo, homem de confiança. O fato desagradou o irmão de Cisso, o ex-assessor de vereador, Aleandro Ribeiro.

Aleandro ficou indignado e levou Breno e Lucas ao posto onde fizeram o ataque com arma de fogo. O criminoso ficou no carro enquanto os dois atiraram contra Fabrício e o segurança na boca de fumo, João Vitor Campos Vieira, 23. Os dois morreram na hora. Uma outra vítima, identificada como Valtair Bernardo da Costa, 55, também foi morto. Ele era morador de rua e dormia no local no dia do crime.

De acordo com o delegado Arthur Bogoni, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Viana, o crime foi motivado pela disputa de um lucrativo ponto de venda de drogas. "Conhecido como Disque-pó, o ponto ficava próximo a um posto de combustível. Os usuários entravam em contato por telefone com os traficantes e a droga era entregue no local escolhido", explicou.

Após o crime, o ex-assessor Aleandro deixou a cidade de Viana na mesma semana dos assassinato. Segundo o delegado Arthur Bogoni, antes de sair ele avisou ao vereador Solivam Tomaz, que colocou a esposa de Aleandro no cargo, para substituí-lo.

Após o indiciamento por três homicídios qualificados por motivo torpe, o Ministério Público denunciou os acusados. A denúncia foi acatada pela Justiça, por isso, agora os acusados são réus. Quem tiver informações sobre o paradeiro dos foragidos, pode informar pelo telefone 181. 

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