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Professor que invadiu prédio na Praia do Canto paga fiança e é solto

Ele foi autuado em flagrante por tentativa de furto e responderá pelo crime em liberdade

DPJ de Vitória
DPJ de Vitória
Foto: TV Gazeta

O professor universitário, de 43 anos, que foi preso depois de ficar de cueca ao invadir um edifício na Praia do Canto, em Vitória, danificar um carro e tentar furtar uma moto, na madrugada desta segunda-feira (22), foi solto durante uma audiência de custódia após pagar fiança de R$ 1 mil. Ele  foi autuado em flagrante por tentativa de furto e responderá pelo crime em liberdade.

De acordo com a Polícia Civil, à 1h44 o professor pós-graduado foi ao local do crime. Ele percebeu que o portão do prédio, que fica na Avenida Rio Branco, estava aberto e entrou. 

Para a polícia, a vítima, uma mulher de 33 anos, relatou que estava em casa quando percebeu a presença do professor no prédio. Pela janela, ela viu que o suspeito socava o vidro do veículo dela, um Chevrolet Onix, como se quisesse entrar no carro. Sem sucesso, ele tirou a capa de proteção da moto que pertence ao marido da vítima, uma Honda XRE. O professor ainda empurrou a moto, tentando ligá-la e a levando para outro local dentro do próprio prédio.

"Diante das tentativas frustradas, o autuado separou a capa da motocicleta para levá-la, tirou as roupas, ficando só de cueca, as estendeu no interior do condomínio e passou a tentar forçar a porta interna de entrada", explicou a juíza Raquel de Almeida Valinho, durante sentença de audiência de custódia, na manhã desta segunda-feira (22).

Depois de perceber a ação criminosa e acreditando tratar-se de uma tentativa de furto, a moradora chamou a Polícia Militar, que foi até o local. Quando a viatura chegou, ela abriu o portão para os militares e, pela janela, mostrou aos policiais onde estava o professor. O suspeito foi encaminhado à 1ª Delegacia Regional de Vitória com escoriações no joelho, onde foi autuado por tentativa de furto. 

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SENTENÇA

Durante a audiência de custódia, a juíza Raquel de Almeida Valinho substituiu a prisão preventiva do autuado pelas seguintes medidas cautelares: proibição de sair da Comarca onde reside sem prévia autorização do Juiz natural da causa; comparecimento a todos os atos do processo, devendo manter endereço atualizado; proibição de frequentar bares, boates, prostíbulos e assemelhados; recolhimento domiciliar de 23h às 6h; comparecer em até cinco dias úteis ao juízo; recolhimento de fiança no valor de mil reais; proibição de frequentar o local dos fatos, bem como de manter qualquer tipo de contato com a vítima e seu marido.

"Caso o autuado descumpra qualquer condição imposta na presente decisão poderá ter decretada sua prisão preventiva. Ante o exposto, acolho parcialmente o pedido da Defesa e concedo o benefício da liberdade provisória com fiança, mediante o cumprimento das condições acima indicadas. Após comprovação do pagamento, expeça-se o alvará de soltura", afirmou.

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PROFESSOR NÃO LEMBRA DA INVASÃO

Em depoimento à polícia, o professor universitário contou que ingeriu bebida alcoólica durante a noite, mas não soube informar por qual motivo entrou no edifício, danificou o carro, mexeu na moto e ficou apenas de cueca.

Questionado sobre o uso de drogas, o professor negou. Ele declarou aos policiais apenas que é professor universitário e "não precisava mexer no carro de ninguém".

Atualização: na primeira versão desta reportagem foi publicado o nome da professor. No entanto, o texto foi alterado, às 22h50 desta segunda-feira (22), devido ao entendimento da juíza de que o acusado precisa passar por um tratamento contra o alcoolismo. A defesa dele também alega que o docente "faz acompanhamento psicológico".

DEFESA DIZ QUE FOI MAL ENTENDIDO

“Em razão ao exercício do direito de resposta, inicialmente é importante registrar que se tratou de um caso isolado e de um mal entendido. O meu cliente, que há alguns anos faz acompanhamento psicológico, após ingerir bebida alcóolica em um estabelecimento no Triângulo das Bermudas entrou em estado de desorientação, e ao ir embora sozinho confundiu o edifício, já que estava hospedado naquelas imediações.

Naquele estado, ao ver o portão aberto, entrou porque avistou um veículo da mesma marca e modelo de sua namorada, um Chevrolet Ônix.

Esclareço que não houve tentativa de invasão, nem danos aos veículos, tampouco intenção de furto.

Inclusive, é necessário ressaltar que a família não foi comunicada sobre os fatos, tendo ele sido encontrado após incessantes buscas realizadas em diversos estabelecimentos hospitalares e órgãos públicos, e quando os familiares obtiveram êxito já havia, até mesmo, ocorrido a audiência de custódia.

Em verdade, não haveria razão para que se adotasse uma medida tão desproporcional como a que foi tomada.

A família do meu cliente já entrou em contato com a suposta vítima para esclarecer a situação, se desculpar e se colocou à disposição diante de qualquer necessidade."

 

 

 

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