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Se não pagar fiança, ladrão de Nutella no ES pode ir para presídio

José Carlos Brun, de 45 anos, foi autuado por furto. Uma fiança foi arbitrada e, caso não pague até a manhã da próxima sexta-feira (12), ele pode ir para a cadeia.

O homem de 45 anos que foi detido após furtar cerca de R$ 500 em produtos de um supermercado em Monte Belo, Vitória, no início da tarde desta quinta-feira (11), foi autuado por furto. Uma fiança foi arbitrada e, caso não pague, ele pode ir para a cadeia.

O acusado pegou duas bolsas do estabelecimento para esconder potes de Nutella e barras de chocolate. Na saída, foi perseguido por populares. Ao ser pego, ele contou que cometeu o crime porque estava devendo drogas a traficantes e disse que prefere ser preso do que ser morto.

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O homem foi identificado como José Carlos Brun, 45 anos. Após ser levado à 1ª Delegacia Regional de Vitória, ele foi autuado por furto e uma fiança foi arbitrada. O valor não foi informado pela Polícia Civil. O acusado tem até a manhã da próxima sexta-feira (12) para pagar, caso contrário, ele será encaminhado ao presídio. 

O CRIME

O crime aconteceu por volta do meio-dia em um supermercado de Monte Belo. De acordo com uma das seguranças do local, que preferiu não se identificar, o acusado, 45, furtou uma mochila de cerca de R$ 200 e uma bolsa de cerca de R$ 100. Dentro, ele colocou potes de Nutella e barras de chocolate que, ao todo, equivalem ao valor de cerca de R$ 200.

Homem foi contido por populares
Homem foi contido por populares
Foto: Kaique Dias

"Ele saiu com as bolsas andando normalmente, sem passar pelo caixa. Ao chegar na porta do estabelecimento, saiu correndo. Percebi a ação e fui atrás. Uma outra colega, também segurança, foi comigo. Quando chegamos na rua começamos a gritar que ele era um ladrão. Foi quando ele se desesperou e largou as bolsas no chão para fugir mais rápido", lembrou.

A perseguição aconteceu na Rua Chafic Murad. Ao perceberem a fuga, flanelinhas da região seguraram o homem, que foi colocado no chão, deitado de bruços, enquanto populares acionavam a Polícia Militar. No bolso, ele tinha um alvará de soltura expedido na última quarta-feira (10). Enquanto estava caído no chão, o acusado contou à reportagem porque praticou o furto.

DÍVIDA

"Eu sou usuário de crack e estou devendo drogas. Tá aqui meu alvará de soltura. Eu estou querendo pagar minha dívida senão eu vou morrer e a minha família também. Eu estou devendo é muito. Eu estava preso pelo mesmo crime, 155 (furto), porque eu estava tentando pagar essa dívida. Eu estou cheio de drogas, estou bêbado, cheio de substâncias. Se eu não pagar, não posso subir a favela. Já tem mais de 30 anos que eu sou viciado em drogas. Já tentei sair do vício, já me internei, mas não adiantou", disse.

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O acusado não quis contar quanto estaria devendo aos criminosos, nem em qual comunidade ele está sendo ameaçado. Mas afirmou que prefere estar preso do que ser morto.

PEDIDO PARA SER PRESO

"Como eu vou subir o morro sem pagar traficante? Eu prefiro ser preso do que ser morto. Eu era estudante, mas infelizmente me envolvi com o tráfico, gastei muito e agora se eu não pagar serei morto. Eu tenho cinco filhos, quatro netos. Tenho medo que eles matem minha família. Me leva preso, mas não me deixa solto", falou, aos prantos.

Inspetores da Guarda Municipal que passavam pelo local encaminharam o acusado à 1ª Delegacia Regional de Vitória, onde a ocorrência está em andamento.

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