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Sem contrato, jogador assassinado em Vila Velha vivia da venda de açaí

Pedro Ítalo disputou o último Capixabão vestindo a camisa do Vilavelhense, mas o contrato encerrou em abril

Pedro Ícaro Nunes, 21 anos, jogador de futebol, morreu durante confusão em boate em Vila Velha
Pedro Ícaro Nunes, 21 anos, jogador de futebol, morreu durante confusão em boate em Vila Velha
Foto: Reprodução/Facebook

O sonho de ser jogador de futebol começou aos 5 anos de idade. Ele começou jogando no time do Tupi, quando menor de idade, passando pelo sub-17 do Cruzeiro, depois por um time do Peru, aos 17 anos. Pedro Ítalo disputou o último Campeonato Capixabão vestindo a camisa do Vilavelhense, mas o contrato encerrou em abril.

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Desde então, ele vinha fazendo corrida para manter o condicionamento físico já que estava sem contrato. “Ele estava analisando em ir jogar futebol em Portugal”, contou uma amigo de Pedro Ícaro, que estava na delegacia.

"Eu e ele começamos um empreendimento de açaí para entrega recentemente. Ele não queria ficar parado, por isso demos início a esse negócio por conta própria. "Eu não estou acreditando no que aconteceu. A gente brigava às vezes, mas não ficava separado, não vivia um sem o outro. Não sei como vai ser agora sem meu irmão", contou o irmão caçula.

Irmão do ex-jogador morto em boate
Irmão do ex-jogador morto em boate
Foto: Fernando Madeira

SUSPEITO FOI DETIDO

O suspeito de atirar contra Pedro Ícaro foi detido minutos depois do crime por policiais do 4º Batalhão da Polícia Militar que faziam patrulhamento na região.

Segundo os policiais, ao chegarem no local após os disparos, populares indicaram quem seria o autor dos tiros. Ele foi identificado como sendo o projeto de jiu-jitsu e ex-segurança Cleber Onofrio Moreira, 38 anos. Com ele, os militares apreenderam uma pistola calibre 380 que estava na cintura dele.

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O suspeito foi conduzido para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Barro Vermelho, Vitória. Ele seria ouvido pelo delegado Daniel Fortes, de plantão na unidade.