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Taxista é ferido com estilete durante assalto em Viana

A vítima, de 60 anos, foi atacada em várias partes do corpo e está internada no Hospital São Lucas, em Vitória

Camisa de taxista ficou cheia de sangue
Camisa de taxista ficou cheia de sangue
Foto: Bernardo Coutinho

Um taxista foi esfaqueado enquanto realizava uma corrida em Viana, por volta de 22h30 da noite desta quarta-feira (10). De acordo com a vítima, ele estava parado perto de um shopping em Cariacica quando foi abordado por um casal de jovens, que pediu uma corrida até o bairro Morada de Bethânia, em Viana.

O motorista, 60 anos, disse que não desconfiou em nenhum momento dos passageiros durante a corrida e que seguiu a viagem normalmente. Somente quando estava chegando próximo ao destino, a mulher, que estava atrás banco do carona, atendeu o telefone e disse "mãe estou chegando".

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Nesse momento, o rapaz que estava atrás do motorista deu uma gravata no taxista com o carro em movimento, apertando o pescoço dele. A mulher, que estava do lado do jovem, pegou um estilete e também foi para cima do taxista para atingi-lo com a intenção de acertar a região do pescoço, mas a vítima colocou a mão na frente e acabou sendo furada na mão.

O taxista contou que esse foi o único momento em que reagiu, quando tentou tirar o estilete da mão dela, sendo atingido por diversas vezes em vários lugares, nas mãos e na perna, onde houve o golpe foi mais profundo. 

Após a agressão, o casal largou o taxista e fugiu levando o celular dele e o dinheiro. Mesmo ferido, a vítima dirigiu até o bairro São Francisco, em Cariacica, onde reside, e parou na loja da irmã para pedir ajuda. Ao chegar no local, uma ambulância do Samu foi acionada. O taxista foi socorrido e está internado no Hospital São Lucas, em Vitória. A Polícia ainda não tem informações sobre p casal que atacou o taxista.

MEDO

Casos como o do taxista esfaqueado durante um assalto tem feito com que muitos motoristas desistam da profissão. A informação é do presidente da Associação de Motoristas de Aplicativo do ES (Amapes), Luiz Fernando Muller.

 

 

Segundo Muller, os assaltantes de motoristas agem da mesma forma: pelo menos um dos bandidos senta no banco de trás para facilitar o ataque, fingem que são clientes, conversam em códigos, fazem algumas perguntas ao motorista e, normalmente, eles atuam armados. Serra e Cariacica são os locais mais perigosos.

 

 

“Está muito difícil trabalhar nessa área porque o número de casos só aumenta. A gente fica muito a mercê dessa situação. Muitos motoristas já desistiram da carreira, outros planejam sair. Já tentamos de todas as formas conseguir uma providência para isso. Amanhã (hoje) irei na Assembleia Legislativa pedir uma audiência pública para pedir alguma medida de segurança”.

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