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Advogada presa em operação é funcionária da Câmara de Vila Velha

Gabriela Acker atuava na Controladoria da Câmara como funcionária administrativa. Presidente da Câmara, Ivan Carlini informou que ela será exonerada

Foto: Ricardo Medeiros

Uma das advogadas presas na manhã desta terça-feira (20), em uma operação do pelo Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas (Nuroc), é funcionária da Câmara de Vereadores de Vila Velha.

Gabriella Ramos Acker ocupa um cargo comissionado na Controladoria da Casa desde outubro do ano passado. Exerce o cargo de assessora administrativa, por seis horas diárias, recebendo um valor de R$ 2,6 mil mensais, segundo informações presentes no site da Câmara. "Aqui ela não atuava como advogada, apenas fazia serviços administrativos, checando documento em processos. Não era autorizada nem a dar pareceres", explicou o controlador-geral Aglimar Veloso Neto.

Ele foi surpreendido com a prisão da funcionária. "Não recebemos ainda a informação oficial, mas é uma pessoa tranquila, de perfil evangélico, com um filho menor. Seu cargo na Câmara não impede que ela exerça a advocacia fora da Câmara", relatou. De acordo com Veloso, diante dos fatos, Gabriela será exonerada do cargo.

O presidente da Câmara de Vila Velha, Ivan Carlini, informou que foi surpreendido com as informações. "É uma pessoa simples, nunca soubemos de nada que a desabonasse. Será exonerada do cargo e, se for comprovado que ela é inocente, poderá ser recontratada posteriormente", disse.

Outra advogada presa foi Luezes Makerlle da Silva Rocha, que atua como apresentadora de programa de televisão em uma rede local. Ela também atua como advogada de uma escola e de outros clientes, segundo informações de seu perfil nas redes sociais.

Foto: Ricardo Medeiros

OPERAÇÃO

As duas advogadas foram presas na manhã desta terça-feira (20) na fase 1 da Operação Ponto Cego, realizada pelo Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas (Nuroc). Elas são suspeitas de coletar e transmitir bilhetes de lideranças criminosas detidas no sistema prisional capixaba.

Segundo as investigações da Polícia Civil, os bilhetes eram enviados para os comparsas que estavam fora da prisão para a execução de diversas tarefas criminosas, como o pagamento de armas de fogo, coação de testemunhas em processos criminais, compra e venda de entorpecentes, e até simulação de estado civil para mulheres fazerem trabalho de troca de informações.

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