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Advogadas presas em operação continuam em presídio de Cariacica

Justiça ainda não definiu o destino de Luezes Makerlle da Silva Rocha e Gabriela Ramos Acker, presas na quarta-feira

Advogadas presas pelo Nuroc por auxiliarem faccoes criminosas. Elas escreviam cartas com recados de bandidos para facções no ES
Advogadas presas pelo Nuroc por auxiliarem faccoes criminosas. Elas escreviam cartas com recados de bandidos para facções no ES
Foto: Ricardo Medeiros

As advogadas Luezes Makerlle da Silva Rocha e Gabriela Ramos Acker, presas na primeira fase da Operação Ponto Cego, continuam detidas no presídio feminino, em Cariacica. A Comissão de Prerrogativas da OAB-ES havia entrado com um habeas corpus solicitando que as acusadas cumpram a prisão em regime domiciliar caso não seja disponibilizada uma sala de Estado Maior para elas. O pedido se baseia em uma lei federal, que prevê instalação especial para advogados em prisão cautelar.

No entanto, até o final da noite desta quinta-feira (22), a Comissão de Prerrogativas não havia tido retorno se o pedido havia sido apreciado pelo Tribunal de Justiça ou não.

Luezes e Gabriela são suspeitas de escrever cartas com recados de bandidos encarcerados para outros criminosos do Espírito Santo. Uma perícia comprovou que a letra dos recados eram das advogadas detidas. Elas foram presas na manhã de terça-feira (20),  pelo Núcleo de Repressão à Organizações Criminosos (Nuroc). 

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"Não houve alterações ainda no processo, ou se teve, ainda não fui informado. Pode ter havia uma decisão agora, no final da tarde, e que não conseguimos ter acesso. Assim, só teremos acesso na sexta-feira, ao meio-dia. Na quarta-feira, um represente da OAB foi visitá-las somente para colher detalhes para a confecção dos habeas corpus que exige o cumprimento da lei federal que prevê que a custódia do advogado seja na Sala de Estado Maior", explicou Eduardo Sarlo, diretor de Direitos e Prerrogativas da Seccional da OAB-ES.

No pedido de habeas corpus foi feito na quarta-feira (22). Sarlo explicou que a Ordem dos Advogados Brasil - Seccional Espírito Santo (OAB-ES) informa que está acompanhando as investigações sobre o caso e que já avalia, dentro da legislação vigente, a possível abertura de processo ético-disciplinar contra as advogadas acusadas. 

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