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Promoter de festa conta como começou tiroteio em bar de Cariacica

O homem de 33 anos foi atingido com um tiro na perna direita. Após ser atendido no local, prestou depoimento à Polícia Civil

Funcionário do bar levou tiro durante confusão entre clientes e policiais
Funcionário do bar levou tiro durante confusão entre clientes e policiais
Foto: Ricardo Medeiros

Um homem de 33 anos que trabalha como promoter no bar de Cariacica foi uma das pessoas baleadas no tiroteio entre policiais e dois clientes do estabelecimento.

A confusão aconteceu no bar localizado na Rua Avelino Gonçalves, em Campo Grande, por volta das 4h30 desta terça-feira (10).

Ele contou que era a inauguração da festa batizada como “Segundinha Sem Lei”. O evento com DJ foi iniciado por volta das 22h com previsão de término até às 4h.

Segundo ele, havia cerca de 40 clientes no local. Por volta de 1h30, Aldair Sousa de Alomba Domingos, de 21 anos, e o amigo chegaram ao bar “alterados e começaram a encarar os seguranças”.

Após serem advertidos, o rapaz e o amigo foram embora e voltaram quando os clientes já estavam indo embora. Segundo o promoter, a dupla parou o Peugeot 207 a cerca de 10 metros de distância e começou a atirar.

“Não teve confusão, nem briga dentro da boate, só a advertência mesmo. Eles pararam o carro perto da boate e começaram a atirar sem um alvo definido. Acho que eles queriam acertar qualquer um. Foi um desespero imenso e então os policiais revidaram”, disse.

Assustando, ele tentou se esconder atrás de um dos veículos estacionados na região. Ao se agachar, notou que havia sido superficialmente atingido por um disparo na perna direita.

“Quando o Samu chegou, fui informado que o tiro tinha sido de raspão. Isso nunca tinha acontecido comigo. Foi a primeira vez que entrei na viatura, a primeira vez que presto depoimento, a primeira vez que vejo uma cena daquelas”, desabafou.

Carro onde jovem foi encontrado morto ficou cheio de marcas de tiros
Carro onde jovem foi encontrado morto ficou cheio de marcas de tiros
Foto: Fernando Estevão/ TV Gazeta

O QUE DIZ A PM

Além do inquérito da Polícia Civil, presidido por um delegado, os policiais militares envolvidos na ocorrência que resultou em uma morte e deixou quatro pessoas feridas, também vão responder a um Inquérito Policial Militar (IPM).

Informações preliminares confirmadas pelo tenente Sanderley, do 7º Batalhão da Polícia Militar, de Cariacica, dão conta de que os soldados estavam na festa quando dois clientes chegaram com comportamentos inadequados e foram advertidos pelos seguranças.

“Essas pessoas realizaram algumas ações inadequadas e implicaram com alguns frequentadores. Depois se retiraram do estabelecimento por conta, preliminarmente, da exigência da equipe de segurança. Retornaram de posse de arma de fogo e realizaram disparos em desfavor dos frequentadores e dos policiais militares”, disse.

De acordo com o tenente, um dos suspeitos foi preso enquanto policiais prestavam socorro a uma das vítimas baleadas. O homem estava ferido e permanece internado, sob escolta, em um hospital da Grande Vitória.

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Questionado sobre um novo tiroteio que teria acontecido durante a prisão de um suspeito, na Avenida Expedito Garcia, o oficial da PM disse que informações específicas relacionadas às circunstâncias do caso serão apresentadas após a conclusão dos inquéritos.

“Esse segundo momento será objeto de investigação, sobretudo, numa circunstância pericial, e também de avaliação e análise qualitativa das imagens que provavelmente estarão disponíveis para as equipes."

As armas dos policiais foram apreendidas e serão encaminhadas para a perícia da Polícia Civil.

“A legislação brasileira permite e autoriza o policial militar portar sua arma de fogo em qualquer circunstância. Então não há, preliminarmente, nenhum tipo de inadequação no fato do policial portar arma de fogo. Ainda que de folga, não há esse problema.”

 

 

 

 

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