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Casa Civil critica postura do deputado Sérgio Majeski

Paulo Roberto avalia o discurso de Majeski na Assembleia como "acima do tom"

“Um discurso desnecessariamente acima do tom, mantido talvez por inexperiência do deputado”. Assim o chefe da Casa Civil, Paulo Roberto (PMDB), definiu, ontem, a enxurrada de críticas que o deputado estadual Sérgio Majeski (PSDB) tem feito ao governo, especialmente no que diz respeito ao projeto Escola Viva.

Esta foi a primeira vez que um integrante do governo Paulo Hartung (PMDB) rebateu os pronunciamentos contínuos de Majeski. Desde que o projeto de lei que cria o Escola Viva chegou à Assembleia Legislativa, em março, as idas de Majeski à tribuna para criticar duramente a proposta têm sido uma rotina, assim como as críticas do deputado aos cortes do governo na educação – apesar de o tucano, teoricamente, ser da base.

“O governo respeita, ele está no direito dele como deputado. Mas em nenhum momento fechamos a porta para o diálogo com ele, que sempre recebeu um tratamento respeitoso do governo e da Casa Civil. Está faltando um pouco de compreensão da parte dele, talvez por inexperiência, por estar no início da primeira atividade política”, espetou Paulo Roberto, ponte de Hartung com os parlamentares.

 

Paulo Roberto rebateu as falas de Sérgio Majeski
Paulo Roberto rebateu as falas de Sérgio Majeski
Foto: Fernando Madeira/Guilherme Ferrari

Para Paulo Roberto, Majeski tem cometido excessos e adotado tom inadequado. “Em alguns momentos sim, o discurso está fora do tom, e isso não agrega. Ao contrário, o afasta, como de fato ele está afastado do governo. Ele buscou um caminho que, em vez de contribuir para o diálogo com o governo, está criando um distanciamento desnecessário.”



Sem se curvar ao “puxão de orelha”, Majeski rebateu as declarações. Ironicamente, o fez durante uma audiência pública convocada por ele, na Assembleia, para discutir o Escola Viva.



“Se me falta experiência, como parlamentar, me sobra experiência para ensinar ao governo o que é a educação e para ser o porta-voz dos problemas da educação.”



Segundo Majeski, ele não é representante do governo, mas da população. “Em que ponto exatamente menti ou inventei? Nenhum. O que transmito aqui é a realidade, o que as pessoas estão vivendo. Defendo e represento não o governo, mas o povo e as causas sociais, com imparcialidade. Não faço ataques ao governo, e sim discuto. E minhas denúncias são pautadas nas visitas que tenho feito às escolas, o que nem o chefe da Casa Civil nem o secretário de Educação tem feito.”

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