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Colégio de Líderes da Assembleia legislativa pode cancelar lanches

Presidente Theodorico Ferraço quer ouvir deputados sobre gasto com alimentação

Na iminência da volta aos trabalhos, no começo de fevereiro, os líderes da Assembleia Legislativa ainda não possuem opinião formada sobre o “lanchinho” que será servido aos parlamentares durante as sessões. Conforme A GAZETA noticiou na semana passada, as guloseimas podem custar R$ 111,6 mil aos cofres públicos.

Contudo, de acordo com a coluna Victor Hugo, publicada nesta quarta-feira (27), o presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM) poderá dar ao Colégio de Líderes voz para cancelar a licitação de compra de sanduíches, bolos e saladas de fruta para o plenário.

Vale lembrar, que os deputados já recebem um salário de R$ 25,3 mil e a regalia representa um gasto de R$ 880 para saciar a fome dos parlamentares.

O que eles dizem

Entre os líderes consultados ontem à tarde pela reportagem, Euclério Sampaio (PDT), Marcos Mansur (PSDB), Rafael Favatto (PEN) e Erick Musso (PP) preferiram não opinar sobre o assunto antes da posição oficial do presidente da Casa. Também não há data para a reunião do colegiado.

O único que se colocou de forma contrária ao gasto com alimentação foi o deputado Nunes (PT). Segundo ele, no atual momento de dificuldade econômica, isto representaria um esforço pequeno para os deputados. “Esse é o momento de cada um fazer um pouco de esforço para usarmos de forma consciente o dinheiro público”, afirmou.

No lado oposto está a deputada Janete de Sá (PMN). Para ela, o lanche é “simplório” e não representa um gasto elevado à Casa. “Há outras coisas para cortar gastos. Muitos deputados e funcionários utilizam aquele lanche como almoço, porque não há opções ali perto”, afirmou Janete, que disse não ver uma economia significativa na possível revogação da medida.

Procurado pela reportagem, Theodorico, que está viajando pela Europa durante suas férias, não atendeu às ligações.

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