Notícia

Estado vai esperar seis meses para receber novo helicóptero

Investigação da queda da aeronave já teve início e não tem prazo para ser concluída

Técnicos do CENIPA foram ao local da queda do helicóptero em Pedra Azul do Governador Paulo Hartung
Técnicos do CENIPA foram ao local da queda do helicóptero em Pedra Azul do Governador Paulo Hartung
Foto: Marcelo Prest

O helicóptero da Polícia Militar, acidentado na última sexta-feira com o governador Paulo Hartung (MDB) e a primeira-dama Cristina Gomes a bordo, levará pelo menos seis meses para ser substituído. Esse é o tempo mínimo para repor uma aeronave como essa, segundo o chefe da Seção de Segurança Operacional da Secretaria da Casa Militar, do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer), major Paolo Quintino de Lima.

Segundo ele, todas as aeronaves têm seguro e houve perda total do helicóptero que caiu. “A princípio, devemos receber uma aeronave nova. O tempo mínimo é de seis meses para repor uma máquina dessas”, disse. Ainda de acordo com o major, um helicóptero como este custa entre R$ 12,5 milhões e R$ 20 milhões, dependendo dos equipamentos instalados a bordo.

A perícia no local já foi feita no sábado, por dois militares do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), da área do Espírito Santo, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. O órgão conduz as investigações.

“A investigação em si começa a partir de agora, mas não tem prazo para terminar. O helicóptero já foi trazido para Vitória. Os destroços vão ficar com o Corpo de Bombeiros. Eles foram liberados pela Casa Militar e os salvados, ou seja, as partes que sobraram, ficam com a seguradora.”

Leia também

Lima destacou que todas as aeronaves estão operando normalmente e que no mesmo dia do acidente (sexta-feira) houve uma entrega de medicamentos e vacinas em Vila Pavão, além de dois acionamentos do helicóptero do Samu no sábado e no domingo. “As outras aeronaves estão atendendo todas as demandas de forma normal. A preocupação nossa é quando tiver que parar uma delas para manutenção. Vamos tentar fazer com que nenhum serviço seja afetado”, disse.

PILOTOS

Os pilotos envolvidos no acidente com o helicóptero que caiu em uma fazenda do Estado localizada no limite entre Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante, tiveram a habilitação para pilotar aeronaves suspensa por tempo indeterminado. A informação foi confirmada pelo major, que explicou que a suspensão é praxe e ocorre em casos de acidente e incidentes graves envolvendo pilotos militares. A aeronave, que bateu em uma trave de futebol durante o procedimento de pouso, era conduzida pela capitã Maria Elizabeth Bergamin, e o copiloto, capitão Vargas.

“É um procedimento padrão. A partir do momento em que é feito o relatório sobre o acidente, é informado o nome da tripulação à Anac e automaticamente a habilitação deles é suspensa no sistema. Enquanto isso, eles atuarão em serviços administrativos”, frisou. “Hoje não tenho como colocar piloto exclusivo para voar. Todos os pilotos têm função administrativa”, explica.

O major ressalta que os pilotos serão submetidos a exames médicos e só então, após os resultados, voltarão a voar novamente. Ainda não há um prazo para que isso ocorra. Ele frisou ainda que a capitã Elizabeth, que era quem comandava a aeronave, atua há cerca de cinco anos no Notaer. “A atuação deles foi correta, não tenho nada a acrescentar ou retirar em relação a isso”, comenta.

 

 

Ver comentários