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Haddad deve ser anunciado como candidato do PT em frente à PF nesta terça

O ex-prefeito Fernando Haddad deve ser oficializado como candidato na cabeça de chapa da coligação

O ex-prefeito Fernando Haddad após visitar o ex-presidente Lula (PT) na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba
O ex-prefeito Fernando Haddad após visitar o ex-presidente Lula (PT) na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba
Foto: Giuliano Gomes/PR Press/AE - 02/09/2018

A decisão do PT sobre a substituição do candidato à Presidência deve ser comunicada a aliados e militantes na tarde desta terça-feira, 11, em frente à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde abril. O ex-prefeito Fernando Haddad deve ser oficializado como candidato na cabeça de chapa da coligação.

Apoiadores estão sendo chamados para um ato no terreno da "vigília" de apoio a Lula a partir das 15 horas. O horário do anúncio, porém, pode ser alterado conforme os desdobramentos da reunião da Executiva Nacional do PT, marcada para começar às 11 horas em um hotel da capital paranaense.

Enquanto o PT sacramenta sua decisão, os outros partidos da coligação marcaram reuniões em São Paulo para oficializar em ata a substituição na chapa, que terá Manuela D'Ávila (PCdoB) na vice.

Ao comentar os resultados da pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 10, o coordenador da campanha do PT à Presidência da República, Jose Sergio Gabrielli, afirmou que Fernando Haddad está sendo identificado como o candidato apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, barrado pela Justiça Eleitoral.

"A pesquisa reflete uma realidade deste momento e a realidade deste momento é a de que o Haddad, que está sendo identificado como o candidato apoiado pelo Lula, é quem mais cresce na pesquisa", afirmou Gabrielli ao Estadão. 

Fernando Haddad, que deve substituir o ex-presidente Lula na disputa, cresceu de 4% em agosto para 9% na pesquisa divulgada nesta segunda, empatando tecnicamente em segundo lugar com Ciro Gomes, do PDT, (13%), Marina Silva, da Rede, (11%) e o tucano Geraldo Alckmin (10%). Jair Bolsonaro (PSL) segue liderando o cenário, com 24% das intenções de voto.

A campanha petista não só comemorou o crescimento de Haddad, mas também o aumento no índice de rejeição a Bolsonaro, após o candidato do PSL ter sofrido um ataque com um golpe de faca no abdômen. Entre os eleitores consultados na pesquisa, 43% dos entrevistados dizem não votar de jeito nenhum no candidato. O índice era de 39% no último levantamento.

"A pesquisa reflete um avanço muito grande do nome do Haddad, ele cresce muito, tem uma estagnação dos outros e até um aumento de rejeição do candidato que está, na pesquisa, na frente. Portanto, é um resultado muito positivo", avaliou Gabrielli.

O coordenador da campanha petista ponderou que é um "absurdo" o ex-presidente Lula não ser apresentado como candidato na pesquisa estimulada. "Ele ainda está disputando e, politicamente, é o preferido até este momento", disse. Após ser barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula entrou com recursos no Supremo Tribunal Federal (STF) para defender sua intenção em ser candidato.

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