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Secretário de Casagrande critica pagamento de abono a servidores

Coordenador da equipe de transição, Álvaro Duboc disse que não houve diálogo sobre a definição do valor do benefício

Álvaro Duboc, coordenador da equipe de transição de Renato Casagrande, será secretário de Planejamento
Álvaro Duboc, coordenador da equipe de transição de Renato Casagrande, será secretário de Planejamento
Foto: Vitor Jubini - GZ

O futuro secretário de Planejamento do governador eleito Renato Casagrande (PSB) criticou a concessão do abono natalino, no maior valor já pago, de R$ 1,5 mil, aos servidores estaduais. Segundo Álvaro Duboc, que é coordenador da equipe de transição, ainda persiste o problema da falta de diálogo com o grupo que está se preparando para assumir a gestão.

"Essa é mais uma ação do governo, adotada no final da gestão, contrariando todo o seu histórico, e que certamente terá um reflexo no caixa. Apesar de toda a solicitação de diálogo, de que se discuta conosco antecipadamente as medidas que possam impactar a gestão, antes de anunciá-las, isso não tem acontecido. Tomamos notícia pela imprensa, o que é muito ruim. Não é uma atitude republicana em um processo de transição", declarou.

A gratificação custará cerca de R$ 135 milhões aos cofres públicos, contemplando 52.241 servidores ativos e 98.632 inativos. Duboc aponta que o montante pode afetar a capacidade de investimento em 2019.

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"Se analisarmos o aumento da arrecadação por conta dos royalties, participações especiais e ICMS, haveria a possibilidade de deixar um caixa bem melhor para que o próximo governador pudesse concluir as obras que foram paralisadas no Estado. Toda a despesa realizada, mesmo sob esse argumento do crescimento da receita, é algo que inibe os investimentos e ações do próximo governo".

Como justificativa ao gasto, o governador Paulo Hartung (MDB) declarou que o pagamento do abono não mudará em nada o fechamento do ano para o Tesouro Estadual, e que todas as contas estarão devidamente pagas até o dia 31 de dezembro de 2018. "Vamos deixar um pouco mais de R$ 300 milhões, como já foi anunciado, no caixa para o próximo governo usar da maneira como quiser."

Nesta segunda-feira (5), houve a realização de mais uma reunião entre as equipes de transição de Paulo Hartung (MDB) e Casagrande, e segundo Duboc, foi "protocolar", com foco em solicitação de documentos e informações sobre toda a estrutura de governo.

A equipe de Casagrande já iniciou um processo de visitas a secretarias do Estado para compreender melhor os projetos e programas em andamento, e conversar com os secretários das pastas. As secretarias de Saúde, Educação, Segurança e Gestão e Recursos Humanos já foram visitadas.

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