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Magno Malta cotado para presidir o Sesi

Senador não reeleito não obteve espaço no ministério do governo Jair Bolsonaro (PSL), mas pode ser abrigado em outro espaço também a ser definido pelo futuro presidente

 O senador Magno Malta não se reelegeu para um novo mandato como senador

Depois de ser convidado para ocupar o lugar vice na chapa do então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), recusar o convite, perder a reeleição e ser descartado pelo próprio Bolsonaro para um ministério, o senador Magno Malta (PR) agora é cotado para presidir, nacionalmente, o Sesi (Serviço Social da Indústria). O republicano está em viagem a Israel e deve retornar ao Espírito Santo nesta quinta-feira (27).

De acordo com uma pessoa próxima aos integrantes do futuro governo federal consultada pela reportagem de A GAZETA, o nome de Magno é mesmo cotado para o posto, como já circula na imprensa nacional. O atual presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que é filiado ao MDB e perdeu a disputa pelo governo de São Paulo, no entanto, também já se movimentou para comandar o Sesi, como registrou o colunista do jornal "O Globo" Lauro Jardim. 

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O atual presidente do Conselho Nacional do Sesi é João Henrique Almeida de Souza. Ex-deputado do Piauí e filiado ao MDB, ele foi ministro no final do governo FHC e presidente dos Correios na era Lula. Agora é pró-Bolsonaro e foi eleito, no último dia 29, para presidir o Sebrae. Souza está no comando do Sesi desde maio de 2016, nomeado por Temer. Antes dele, quem estava à frente do órgão era Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete de Lula. Ele foi exonerado do Sesi no mesmo dia em que Souza foi nomeado.

Como se vê, o Sesi, assim como demais integrantes do Sistema S, é uma entidade privada, mas com fortes laços com o Estado. São organizações chamadas de "paraestatais" porque são sustentadas com dinheiro arrecadado pelo governo, com contribuições obrigatórias de empresas calculadas de acordo com o valor da folha de pagamento. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, já disse que "tem que meter a faca no Sistema S", em referência a possíveis cortes nos recursos do sistema. 

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