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Defesa de Queiroz diz que não sabia de movimentação de R$ 7 milhões

Advogado afirma não ter recebido acesso às informações registradas pelo Coaf

Após suspensão de inquérito contra Queiroz, promotoria diz que há investigações na área cível
Após suspensão de inquérito contra Queiroz, promotoria diz que há investigações na área cível
Foto: Reprodução | SBT

O advogado Paulo Klein, que defende Fabrício Queiroz , informou neste domingo que desconhece os vultosos valores registrados na conta de seu cliente desde 2014. Conforme o colunista Lauro Jardim revelou neste domingo, além dos R$ 1,2 milhão movimentados de forma atípica entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017, o ex-motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) transacionou mais R$ 5,8 milhões nos dois anos anteriores, totalizando uma movimentação de R$ 7 milhões em três anos.

Desde julho do ano passado, Queiroz, que é amigo do presidente Jair Bolsonaro desde os anos 1980, é alvo de um procedimento investigatório criminal instaurado pelo Ministério Público do Rio por conta de movimentações incompatíveis com sua renda. Chamado a dar explicações em quatro ocasiões — 14, 16, 19 e 21 de dezembro — ele não compareceu ao MP, alegando impedimento por causa de um câncer.

A defesa do ex-assessor afirma que, embora tenha pedido ao MP acesso às informações registradas pelo Coaf sobre Queiroz, não obteve tais documentos.

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"Eu tinha pedido na semana passada para ter acesso a essas informações e foi dito que isso não tinha sido documentado na investigação. Pedi cópia das informações do Coaf e também de eventuais testemunhas que tenham sido ouvidas. Não entregaram. Disseram: ‘doutor, não tem nenhuma informação do Coaf depois daquela’. Para mim foi uma surpresa a imprensa ter tido essa informação sem a defesa ter tido acesso primeiro".

O advogado pretende voltar ao MP nesta segunda-feira para requisitar, mais uma vez, as informações do Coaf referentes à conta de Queiroz. Segundo Klein, o fato de Queiroz estar se recuperando da cirurgia para a retirada de um tumor, realizada em 1º de janeiro, impossibilitou que cliente e advogado se reunissem e, portanto, que a defesa obtivesse os extratos bancários de Queiroz.

"Não me senti confortável para estar com ele neste momento difícil. Estive com ele no dia 19 e depois quando ele deu aquela entrevista para o SBT", disse Klein ao GLOBO.

"Preciso ter acesso aos extratos. Até já comentei com ele, que a gente vai precisar dos extratos bancários. Eu não sei se ele tem mais de uma conta, não sei se é uma conta só, não tive acesso aos extratos nem à movimentação do Coaf".

Segundo o advogado, Queiroz está em São Paulo, onde se recupera do procedimento cirúrgico realizado no Hospital Israelita Albert Einstein. O ex-assessor teve alta em 8 de janeiro.

"Era um tumor grande que já estava obstruindo a passagem do intestino. Ele podia ter uma infecção generalizada. Agora está fazendo acompanhamento pós-cirúrgico. Está com uma bolsa de colostomia e preparando-se para se submeter a uma bateria de quimioterapia. Deve começar este mês".

FLÁVIO INVESTIGADO

Para o advogado de Queiroz, o senador eleito Flávio Bolsonaro é investigado pelo Ministério Público do Rio “desde o início” — apesar do próprio órgão negar.

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Segundo Klein, o simples fato de que a investigação esteja sendo conduzida pelo Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (Gaocrim), e não por um promotor de primeira instância, explicaria a tese.

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