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ES revê aluguéis de imóveis e quer mudar órgãos para Centro de Vitória

Secretarias e órgãos públicos vão mudar de lugar. Imóveis também serão comprados e vendidos. Comissão, com prazo de 60 dias, foi criada para tratar do tema

Sede do Bandes, no Centro de Vitória
Sede do Bandes, no Centro de Vitória
Foto: Divulgação/Seger

Na esteira do decreto de contenção de gastos publicado no último dia 2, o governo Renato Casagrande (PSB) vai reavaliar aluguéis de imóveis que abrigam órgãos públicos e pode ainda comprar e vender outros espaços. Somente não prevê construir novos, como ressalta a secretária de Estado de Gestão e Recursos Humanos, Lenise Loureiro.

Além da economia, o foco, ressalta, é otimizar o uso dos imóveis e valorizar áreas como o Centro de Vitória. É para lá que devem ser transferidas as sedes algumas secretarias.

Nesta quinta-feira (17) foi criada uma comissão, capitaneada pela Seger, que vai apontar, em 60 dias, as ações a serem implementadas. Mas algumas já estão no radar. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento, hoje em um prédio na Reta da Penha, deve mudar para onde já funciona o Bandes, no Centro. Essa é uma das primeiras medidas a serem adotadas após o encerramento dos trabalhos do grupo.

A partir de então, a Secretaria de Turismo ou a de Desenvolvimento Urbano, hoje em locais alugados, podem ir para onde hoje está a de Desenvolvimento. Outra possibilidade é a saída da Secretaria de Estado da Saúde da Enseada do Suá, ainda em Vitória, em um prédio alugado, para onde hoje funciona o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES), também no Centro. O imóvel pertence à Caixa Econômica Federal, e a secretária Lenise conta que já pretende conversar com representantes do banco e da Secretaria do Patrimônio da União a respeito. A nova sede do TRT está em construção na Enseada.

Já o Procon pode comprar a antiga sede do Sebrae, na Jerônimo Monteiro, mais uma vez, no Centro de Vitória. E um imóvel da Polícia Civil na Escadaria Maria Ortiz deve ser vendido, assim como um terreno próximo ao Boulevard da Praia, ainda em Vitória. “A diretriz é sair do aluguel, não deixar prédios ociosos nem espaços subaproveitados, porque isso ocasiona problemas, como o abandono do Centro e ocupações irregulares”, destaca a titular da Seger.

Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) funciona, em espaço alugado, em um shopping de Vila Velha
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) funciona, em espaço alugado, em um shopping de Vila Velha
Foto: Divulgação

IMPACTO

Questionada se o Centro da Capital teria condições de absorver novos órgãos públicos, levando em conta o possível aumento da circulação de automóveis e demandas por vagas de estacionamento, ela lembra que atualmente há estacionamento rotativo no local e que as pessoas têm usado aplicativos de transporte. Além disso, a região é atendida por várias linhas de ônibus e no Edifício Fabio Ruschi, onde funciona, inclusive, a Seger, um bicicletário está sendo instalado.

Com a vedação a construções de novos imóveis, não deve sair do papel a proposta, ainda do governo anterior, de Paulo Hartung (sem partido), de fazer uma nova sede para o IPAJM, hoje em espaço alugado. "Não é descartar todos os pagamentos de aluguel, só os mais caros e otimizar forças e espaços próprios e da União. Às vezes um aluguel é até vantajoso, tendo em vista um investimento de milhões para a construção. Vamos fazer sim reformas porque são prédios que não podem ser deixados abandonados", disse Lenise.

Lenise Loureiro é secretária de Gestão e Recursos Humanos
Lenise Loureiro é secretária de Gestão e Recursos Humanos
Foto: Ricardo Medeiros

A Gerência de Patrimônio Imobiliário, abrigada na Seger, ainda não tem o levantamento de quanto o governo gasta com alugueis. No início de 2015 eram, de acordo com informações da pasta na ocasião, R$ 3 milhões mensais. O aluguel mais caro era o da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Ceturb que, num mesmo espaço, custava R$ 4 milhões anuais. A Ceturb já não funciona no mesmo local, está no Centro. Ainda não há um diagnóstico sobre se a PGE deve mudar de local ou não.

Um imbróglio que se arrastou de 2009 a 2017 foi a sede do Detran, que está no novo espaço desde o ano passado. O prédio, na Avenida Fernando Ferrari, apesar de pertencer ao governo, ficou fechado durante o período, com pagamento de condomínio. O espaço que o Detran ocupava anteriormente, na sede da Polícia Civil, hoje abriga Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.

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