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Bolsonaro garante concurso para a carreira diplomática neste ano

De acordo com Bolsonaro, o tema foi acertado entre os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia)

Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro
Foto: Marcos Corrêa/PR|Arquivo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (3) que o governo vai manter o concurso para a admissão de novos diplomatas neste ano.

De acordo com Bolsonaro, que discursou na cerimônia de formatura da nova turma do Instituto Rio Branco (a escola de formação de diplomatas do Itamaraty), o tema foi acertado entre os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia).

Para um plateia de diplomatas, o presidente disse que o concurso será realizado "como prova de reconhecimento do trabalho" dos servidores do Itamaraty.

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No ministério das Relações Exteriores, havia o temor que, como parte do ajuste fiscal promovido por Guedes, a prova de admissão de novos diplomatas de 2019 fosse suspensa.

Caso o concurso fosse de fato barrado pela equipe econômica, seria o primeiro ano sem prova de admissão para a carreira diplomática desde 1946.

Em seu discurso, Bolsonaro disse que seu governo tem um "projeto de Brasil grande, soberanos e próspero". "Quero que saibam que a política externa conduzida pelo Itamaraty e capitaneada pelo ministro Ernesto [Araújo, das Relações Exteriores] será essencial para os sucessos desse projeto", declarou o presidente.

Ele voltou a comentar as eleições argentinas de outubro. Sem citar nominalmente a ex-presidente Cristina Kirchner, Bolsonaro disse que a volta da ex-mandatária de esquerda ao país vizinho poderia criar uma "nova Venezuela" na América do Sul.

"Além da Venezuela, a preocupação de todos nós deve voltar-se à Argentina, sobre quem poderá voltar a governar aquele país", disse Bolsonaro. "Não queremos, o mundo inteiro não quer, outra Venezuela mais ao sul do nosso continente", afirmou.

Dirigindo-se aos diplomatas recém-formados, Bolsonaro pediu que eles trabalhem para defender "a democracia e a liberdade, em nossa região e no mundo".

"Não permitam que o nosso país seja definido de fora, com base em conceitos alheios", disse o presidente.

Em meados de março, num café da manhã com jornalistas, Bolsonaro disse que faria uma série de trocas em embaixadas do Brasil no exterior. Segundo ele, as alterações eram necessárias porque a imagem do Brasil na arena internacional está sendo vendida de "maneira ruim". "Não sou ditador, homofóbico, racista", afirmou o presidente, à época.

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